A seleção portuguesa de futebol terminou o Mundial de futebol de 2018 no 13.º lugar, cinco acima de há quatro anos, quando caiu na primeira fase, e dois abaixo de 2010, igualmente afastada nos "oitavos".
Com cinco pontos e um saldo nulo de golos, o conjunto de Fernando Santos fez melhor, entre as seleções eliminadas nos "oitavos", do que Suíça (também cinco pontos, mas 5-5 em golos, contra 6-6 de Portugal) e Japão e Argentina (ambas com quatro pontos), que, como Portugal, perderam, nos 90 minutos.
Por seu lado, Colômbia, Espanha, que ficou à frente de Portugal no Grupo B por ter mais golos marcados (6-5 contra 5-4), Dinamarca e México somaram mais pontos do que a formação lusa, terminando entre o nono e o 12.º lugares.
A sétima participação fica, assim, a meio, em termos de classificação, bem longe das melhores prestações, de 1966 e 2006, edições em que a formação das quinas atingiu as meias-finais, para acabar no terceiro posto e no quarto, respetivamente.
Em 2010, Portugal fez os mesmos pontos de 2018, ao somar igualmente um triunfo, dois empates e uma derrota, mas com uma diferença de golos claramente positiva (7-1), face à goleada por 7-0 sobre a Coreia do Norte.
Desta forma, a formação então comandada por Carlos Queiroz, que só sofreu golos nos oitavos de final (0-1 com a Espanha), já que as duas igualdades foram a zero, com Costa do Marfim e Brasil, fechou no 11.º posto, como terceiro melhor entre as que 'tombaram' nessa fase, apenas atrás da Japão e Chile.
Nas restantes três presenças em fases finais, Portugal caiu na primeira fase, sendo 17.º em 1986, apesar de ter vencido a Inglaterra (1-0), 18.º em 2014, só logrando bater o Gana (2-1), e 21.º em 2002, de nada valendo um 4-0 à Polónia.
Mais números para a história
Em matéria de golos, os seis marcados são o terceiro pior registo, igualando 2002, enquanto os seis sofridos também são a terceira pior marca, atrás dos oito de 1966, mas em seis jogos, e dos sete de 2017, em escassos três.Individualmente, Cristiano Ronaldo marcou 66,7 por cento dos tentos lusos, ao apontar quatro, três no primeiro jogo, com a Espanha, e o da vitória com Marrocos. Depois, falhou um penálti com o Irão e ficou em branco com o Uruguai.
Quanto a golos sofridos, Rui Patrício passou a ser o guarda-redes mais batido, com 10, ao juntar seis aos quatro que havia somado na única aparição em 2014 (0-4 com a Alemanha).
Em matéria de utilização, Portugal teve seis totalistas (360 minutos), o guarda-redes Rui Patrício, os defesas Pepe, José Fonte e Raphaël Guerreiro, o médio William Carvalho e o avançado Cristiano Ronaldo, que, além de melhor marcador, foi também o único jogador a ver dois amarelos. Não jogaria nos "quartos".
Por seu lado, os guarda-redes Anthony Lopes e Beto e os defesas Bruno Alves, Ruben Dias e Mário Rui foram os únicos futebolistas que Fernando Santos não utilizou.
No conjunto das sete participações, Portugal soma agora 14 vitórias, seis empates e nove derrotas, em 29 encontros, com 49 golos marcados - o golo 50 só poderá chegar em 2022 - e 35 sofridos.