PSD vence eleições na Madeira mas fica a um deputado da maioria absoluta
O PSD voltou a vencer as eleições regionais da Madeira, conquistando 43,43% dos votos. Com 23 deputados eleitos, o partido de Miguel Albuquerque fica a um mandato da maioria absoluta. O grande derrotado da noite foi o PS, que ficou atrás do JPP e perdeu três deputados.
Em segundo lugar surge o JPP, que pela primeira vez ultrapassou o PS. O Juntos Pelo Povo conquistou 21,05% dos votos e onze mandatos, mais dois do que nas últimas eleições.
Em terceiro lugar surge o PS, o grande derrotado da noite. O Partido Socialista conquistou 15,64% dos votos, o que equivale a oito deputados – menos três do que os eleitos o ano passado.
Miguel Albuquerque celebrou a "grande vitória" do PSD nas eleições regionais da Madeira, salientando que esta foi "uma clara derrota da coligação de esquerda e da agenda de maledicência que imperou".
Apesar de ter ficado aquém da maioria absoluta, o presidente do Governo Regional destacou que o partido alcançou a maior votação desde 2015. "O PSD ganhou em dez dos onze concelhos e em 50 das 54 freguesias da Madeira. Subimos mais 13 mil votos e tivemos a maior votação de sempre no PSD Madeira desde que eu assumi a liderança", destacou Albuquerque, sublinhando que ficou apenas a 300 votos de eleger o 24º deputado e de obter a maioria absoluta.
Do lado do CDS-PP, Nuno Melo adianta que a decisão sobre um eventual acordo de incidência parlamentar cabe à representação do partido na Madeira, mas não o descarta.
Já o presidente da República dá como certa uma "maioria absoluta" na Madeira entre os deputados do PSD e CDS, afirmando que os madeirenses "escolheram a solução da estabilidade e não propriamente soluções alternativas".
Mais de uma centena de inspetores da Polícia Judiciária e outros peritos do continente viajaram, na altura, para a Madeira para realizarem centenas de buscas por suspeitas de corrupção ativa e passiva, participação económica em negócio, prevaricação, recebimento ou oferta indevidos de vantagem, abuso de poderes e tráfico de influência.
O presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, foi constituído arguido no âmbito deste processo mas recusou demitir-se.