Montenegro processa Chega e pede retirada de cartazes que o associam a Sócrates
Luís Montenegro processou o Chega e pede a retirada de todos os cartazes que o associam a José Sócrates. O processo avança a título individual invocando o papel de cidadão, de pai e marido mas também o de primeiro-ministro. André Ventura já reagiu acusando o primeiro-ministro de conviver mal com a liberdade de expressão, com a democracia e com a liberdade e recusando-se a retirar os cartazes que, alega, mostram que o sistema está "morto e corrupto".
"Nós estamos a transmitir uma mensagem ao país que eu já expliquei: PS e PSD são hoje em dia, ao fim de 50 anos, na nossa perspetiva o símbolo da corrupção que se instalou em todos os degraus da governação pública do país", argumentou Ventura aos jornalistas.
Além disso, Ventura frisou que nota "que isto é grave", questionando se também as redes sociais vão ser controladas.
"Por isso não. Nós não vamos retirar os nossos cartazes que evidenciam isso mesmo: o sistema está podre e está corrupto".
"Eu soube pelas notícias que tínhamos sido processados, eu respeito isso como um exercício de ação judicial, mas não respeito isso politicamente, porque significa que o primeiro-ministro não convive bem com a liberdade de expressão, não convive bem com a diferença de opinião", disse.
O primeiro-ministro recorreu a uma sociedade de advogados para interpor a ação, fazendo referência a um "vergonhoso" e "difamatório" cartaz, por colocar a sua imagem ombro a ombro com um antigo governante que, "como é público e notório, está há dez anos envolvido num processo" de corrução com acusação deduzida.