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"Está enganada". PCP pede fixação do preço dos combustíveis e critica ministra do Ambiente

"Está enganada". PCP pede fixação do preço dos combustíveis e critica ministra do Ambiente

Sob o mote "Romper com injustiças - Novo Rumo para Portugal. Uma vida melhor", o PCP protesta esta quinta-feira contra o aumento do custo de vida e pede respostas para aumentar salários e pensões.

Joana Raposo Santos - RTP / Adicionar como fonte informativa
António Pedro Santos - Lusa

O PCP realiza esta quinta-feira mais de uma centena de ações de protesto em todo o país. Em declarações aos jornalistas no Cais do Sodré, em Lisboa, Paulo Raimundo criticou a ministra do Ambiente por considerar que ainda não está na altura de fixar os preços dos combustíveis.

Questionado sobre as declarações desta semana de Maria da Graça Carvalho, segundo a qual a fixação dos preços do combustível não está prevista, o secretário-geral do PCP afirmou que “a senhora ministra pelos vistos acha que o aumento do custo de vida ainda não está ao nível que ela acha que deve estar”.

“Tudo o que é para facilitar a vida aos trabalhadores e populações, tudo o que é conter os lucros enormíssimos das Galps deste país, é sempre para mais tarde. Tudo o que é apertar a vida de quem trabalha é sempre ontem”, criticou.
Na visão de Paulo Raimundo, a ministra Maria da Graça Carvalho “está enganada” e as populações “estão a dar a resposta”.

O PCP sugere que o preço dos combustíveis volte a ser fixado, como acontece na Madeira e nos Açores. “Precisamos de voltar a isso hoje, rapidamente”, apelou o secretário-geral do partido.

“A senhora ministra acha que ainda não estamos no ponto em que é preciso tomar essas medidas. Não sei do que é que está à espera, se está à espera dos 2,5 cêntimos por litro. Não sei se é essa a sua referência, mas está enganada”, insistiu.“Brutal injustiça”
Paulo Raimundo explicou aos jornalistas que o contacto com a população esta quinta-feira pretende chamar a atenção para o custo de vida e “injustiça na distribuição da riqueza que é criada”.

“Nós estamos confrontados com um aumento brutal dos combustíveis” e do preço dos alimentos, aliados ao “aumento das taxas de juro e o que isso implica nos custos da habitação”, começou por enumerar.

Falando numa “brutal injustiça”, o dirigente comunista referiu que “enquanto cada um de nós paga cada vez mais” pelos alimentos, combustível e habitação, “há quem tenha, no meio desta desgraça toda, lucros nunca vistos”, destacando a Galp, a banca e a grande distribuição.

Paulo Raimundo falou ainda num “salário cada vez mais curto para o mês tão grande” e na “pensão que não chega”, garantindo ser “possível conter o aumento brutal do custo de vida”.“Isto é uma novela”, diz Raimundo sobre MAI
Sobre a possibilidade de uma Comissão Parlamentar de Inquérito ao ministro da Administração Interna, Luís Neves, Paulo Raimundo vincou que o PCP nunca se opôs “a que assuntos que precisam de ser esclarecidos sejam esclarecidos com os instrumentos todos que existem na Assembleia, inclusive as CPI”.

No entanto, considera que “isto é uma novela” e que “já é demais”.

“Andamos a ser todos os dias confrontados com declarações e declarações sobre as declarações”, afirmou.

“Se o tempo que é gasto com isso fosse gasto na resolução dos problemas das pessoas (…) o país estaria melhor”, considerou o dirigente comunista.
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