O Tribunal Constitucional fora já confrontado, várias vezes, com iniciativas legislativas que procuravam criar um quadro normativo favorável à redução da corrupção.
Três anos mais tarde, houve nova tentativa legislativa, veiculada por outro decreto da Assembleia da República. O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, convencido da inconstitucionalidade das soluções legislativas encontradas, voltou a recorrer ao Tribunal Constitucional, suscitando a apreciação daquele decreto, através de fiscalização preventiva.
E, mais uma vez, o Tribunal Constitucional pronunciou-se pela inconstitucionalidade das normas.
A questão semântica é fundamental nesta decisão.