"Chega não tem limites". Montenegro apresentou providência cautelar a 14 de março
O primeiro-ministro confirmou esta segunda-feira que entregou uma providência cautelar contra o Chega para a retirada dos cartazes em que aparece ao lado do ex-chefe do Governo socialista José Sócrates associado ao tema da corrupção. O líder do partido negou ter sido notificado e recusou-se a retirar os outdoors e as referidas "mensagens políticas". Sem contraditório dos visados, o tribunal recusa-se a decidir a ação judicial.
“A providência cautelar entrou no passado dia 14. Sem notícias, deixamos para o tribunal a sua discussão e decisão”, declarou através de uma publicação na rede social X, acrescentando que só se tornou de conhecimento público esta segunda-feira porque “o Chega foi notificado e logo quis condicionar a justiça”.
A providência cautelar entrou no passado dia 14. Sem notícias, deixamos para o tribunal a sua discussão e decisão. Hoje veio a público porque o Chega foi notificado e logo quis condicionar a justiça. O Chega e o seu líder não têm limites. Não se confunda liberdade de expressão…
— Luís Montenegro (@LMontenegropm) March 24, 2025
Em reação, e questionado pela comunicação social, o visado André Ventura negou ter sido notificado quanto a qualquer "ação judicial do primeiro-ministro", acusando ainda o chefe de Governo de conviver “mal com a democracia e com a liberdade”.
A providência cautelar do primeiro-ministro contra os cartazes do Chega foi apresentada no dia 14 deste mês, mas a juíza recusou que a ação fosse decidida sem contraditório, como pretendia Montenegro.
De acordo com comarca de Lisboa, citada pela agência Lusa, o tribunal recusou o pedido para que a ação fosse decidida sem contraditório, tendo no dia 20 notificado o Chega, através do presidente, André Ventura, e apresentando um prazo para que se pronuncie.