SOS Racismo apresenta queixa no Ministério Público sobre intervenção policial no bairro da Jamaica
A associação SOS Racismo considera que as agressões são inaceitáveis e, por isso, o caso deve ser esclarecido e as responsabilidades apuradas. Este domingo, a PSP esteve no bairro da Jamaica, no Seixal, depois de alertada para um desentendimento entre mulheres. Os moradores denunciam violência injustificada. A PSP argumenta que os agentes foram apedrejados por um grupo de homens à chegada ao local.
A Direção Nacional da PSP já abriu um inquérito para apurar o que aconteceu.
A associação fala de um procedimento policial que “não é inédito nem é mais um caso isolado. Este comportamento dos agentes que agrediram aquela família revela um modus operandi enraizado nas intervenções das forças de segurança nos bairros habitados por Negros e Ciganos. O que não pode continuar”.
“Reafirmamos que, independentemente das circunstâncias e dos contornos em que aconteceu o caso, não se poderão repetir os habituais procedimentos que consistem, de forma expedita, em procurar ilibar os agentes e incriminar as vítimas, com recurso à figura do julgamento sumário”, argumenta o comunicado assinado por Mamadou Ba.
O bairro da Jamaica, no concelho do seixal, é um dos maiores espaços de habitação precária do país. Em dezembro do ano passado, a autarquia deu início ao processo de realojamento dos habitantes. Na primeira fase, perto de 200 pessoas foram distribuídas por 64 casas.