Operação Vórtex. Autarca de Espinho aguarda medidas de coação
O presidente da Câmara Municipal de Espinho é ouvido esta quarta-feira no Tribunal de Instrução Criminal do Porto. Miguel Reis foi detido pela Polícia Judiciária no âmbito da Operação Vórtex, que ditou ainda a detenção de outros quatro suspeitos – três empresários e um funcionário autárquico.
Na Operação Vórtex, foram detidos o presidente da Câmara de Espinho, Miguel Reis, eleito pelo PS nas autárquicas de 2021, o chefe da Divisão de Obras do município, José Costa, e três empresários: Francisco Pessegueiro, que detém um grupo imobiliário com o mesmo nome, o arquiteto João Rodrigues e um outro empresário do mesmo sector.Os cinco suspeitos passaram a última noite no estabelecimento prisional anexo às instalações da Polícia Judiciária no Porto. Seguem para o Tribunal de Instrução Criminal ao início da tarde.
“Foram executadas cerca de duas dezenas de buscas, domiciliárias e não domiciliárias, que visaram os serviços de uma autarquia local, residências de funcionários da autarquia e diversas empresas sedeadas nos concelhos de Espinho e Porto, tendo-se procedido à detenção de cinco pessoas”, lia-se na nota.
A Judiciária indicou ainda que “os detidos, um titular de cargo político, um funcionário da autarquia e três empresários, encontram-se indiciados pela prática dos crimes de corrupção ativa e passiva, prevaricação, abuso de poderes e tráfico de influências”.
Pinto Moreira é agora deputado e, por esta razão, o Ministério Público já pediu o levantamento da imunidade parlamentar. Para já, o vice do PSD não é arguido, mas a casa do ex-autarca foi alvo de buscas e o próprio confirma que viu apreendidos um computador e um telemóvel.