Fogo que deflagrou em Torre de Moncorvo dominado desde as 21
Miguel Fonseca, comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Douro, referiu à Lusa que o fogo foi dado como dominado pelas 21:50 de hoje após um dia de "muito trabalho".
"Felizmente os trabalhos evoluíram de forma bastante positiva, muito pela ação dos operacionais e das máquinas de rasto no terreno e dos meios aéreos, permitindo que chegasse a esta altura com o perímetro todo fechado", destacou.
Miguel Fonseca salientou que há ainda alguns pontos quentes, o que vai obrigar a manter os operacionais no terreno para os trabalhos de consolidação e rescaldo que vão decorrer "nos próximos dias".
O fogo deflagrou no sábado em Torre de Moncorvo e mantinha hoje à tarde uma frente ativa no concelho de Carrazeda de Ansiães, para onde se alastrou no domingo e que foi agora debelada.
O comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Douro sublinhou ainda à Lusa que não havia registo de feridos ou danos em infraestruturas.
De acordo com o sítio na Internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), pelas 22:20 mantinham-se no terreno 477 operacionais, apoiados por 158 viaturas.
Carrazeda de Ansiães. Fogo dominado a 90%
Fogo de Arouca já consumiu 1.300 hectares mas aldeias estão fora de perigo
«As aldeias que nos últimos dias estiveram a exigir mais cautela já não estão sob qualquer perigo», disse à Lusa o comandante Ricardo Fradique, que ao final da tarde chefiava as operações contra o incêndio que deflagrou às 21:50 de segunda-feira em Bouceguedim, na freguesia de Moldes, no referido concelho do distrito de Aveiro e Área Metropolitana do Porto.
A presidente da Câmara Municipal de Arouca, Margarida Belém, realçou que para isso contribuíram os moradores dos próprios povoados sob especial vigilância: «As comunidades destas aldeias estavam confinadas, mas foram muito cooperantes. Também são agentes da Proteção Civil, ajudaram os bombeiros e apoiaram todas as iniciativas necessárias», afirmou.
Quanto à restante área ardida, adiantou Ricardo Fradique, «de manhã a situação esteve mais favorável, mas depois complicou-se devido ao surgimento de pequenos reacendimentos», o que implicou o reforço dos meios aéreos ao longo da tarde, dada a irregularidade do terreno com grandes declives e difíceis acessos.
«Na zona sul, havia pouca visibilidade devido ao fumo, portanto as operações incidiram mais sobre a secção norte e agora o incêndio está finalmente a ceder aos meios», afirma, realçando que a temperatura em Arouca era ao fim da tarde de hoje muito mais baixa do que a registada pela mesma altura nos dois dias anteriores.
Mesmo assim, o incêndio que teve início no concelho com 219 quilómetros quadrados -- 85% dos quais de área florestal -- continuava hoje às 20:00 com três frentes ativas: uma em Covêlo de Paivó, outra na zona de Cabreiros e Tebilhão, e uma terceira no Candal, já no concelho vizinho de São Pedro do Sul, no distrito de Viseu.
Quanto aos meios mobilizados para o combate ao fogo, que só hoje terá destruído cerca de 600 hectares, Ricardo Fradique referiu que às 20:00 seriam «uns 510 homens» os que estavam efetivamente no terreno, embora o site da Proteção Civil indicasse, pela mesma hora, 589 operacionais, 191 viaturas e ainda cinco meios aéreos.
Lusa
Fogo em Boticas tem quatro frentes ativas
Carlos Gomes, comandante dos bombeiros de Boticas, disse que o vento que sopra com intensidade é a grande dificuldade no combate a este fogo que esteve em resolução durante o dia e reativou pelas 17:00 de hoje.
De acordo com o responsável, pelas 20:00 não havia aldeias em risco.
Segundo a página da Internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), pelas 20:15 estavam mobilizados para este fogo 205 operacionais, que contavam com o apoio de 62 viaturas e três meios aéreos, que irão operar enquanto houver luz do sol.
O alerta para o incêndio em Nogueira, freguesia de Ardãos e Bobadela, foi dado às 14:18 de terça-feira; durante a noite, causou preocupação, aproximou-se da aldeia e entrou em fase de resolução pelas 2:30.
O presidente da Câmara de Boticas, Guilherme Pires, já disse que esta tem sido uma freguesia muito fustigada pelos fogos e que suspeita de origem criminosa.
Lusa
Variante de Alijó cortada devido a fogo que avança em duas frentes
Segundo a página da Internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), o alerta para o fogo foi dado às 17:09 e, pelas 20:30, mobilizava 130 operacionais e 31 viaturas, aguardando-se a chegada de um grupo de reforço.
A fonte referiu que o fogo mantém duas frentes ativas que lavram com intensidade em zona de mato e pinhal, tendo-se reposicionado os meios no terreno, onde o vento forte é a principal dificuldade no combate às chamas.
Segundo a GNR de Vila Real, a estrada variante entre a vila de Alijó e a Chã está cortada ao trânsito devido ao incêndio e por razões de segurança e de prevenção.
Cerca de 60 concelhos do interior norte e centro do país estiveram hoje em perigo máximo de incêndio, uma situação que se prevê vai melhorar ao longo da semana tendo em conta a prevista descida das temperaturas.
Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), hoje estiveram em perigo muito elevado cerca de 90 municípios dos distritos de Viana do Castelo, Braga, Vila Real, Porto, Aveiro, Coimbra, Castelo Branco, Viseu, Leiria, Santarém e Faro.
Lusa
Incêndio de Santo Tirso em fase de resolução após reacendimentos
O incêndio de Santo Tirso entrou em fase de resolução.
Aldeia de Carrazeda de Ansiães permanece sob ameaça das chamas
O incêndio deflagrou há cinco dias em Torre de Moncorvo e queimou mais de três mil hectares de mato e terrenos agrícolas.
Incêndio em Arouca. Várias aldeias na linha do fogo
Um veículo de combate a incêndios despistou-se em Arouca. O acidente deixou quatro bombeiros feridos, três em estado grave.
Bombeiros. Fogo de Santo Tirso foi dominado
O incêndio que deflagrou na segunda-feira em Rebordões, no concelho de Santo Tirso, encontra-se dominado desde as 18:40, disse hoje à Lusa o comandante dos Bombeiros Voluntários de Moreira da Maia.
Num balanço feito à Lusa pelas 19:00, o comandante Cristiano Moreira explicou que o incêndio já se encontrava dominado "há cerca de 20 minutos", estando apenas ativa uma frente, mas já com "pouca intensidade".
De acordo com o `site` da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), às 19:00 estavam no combate às chamas 211 operacionais, apoiados por 66 meios terrestres e dois meios aéreos.
Arouca. Duas das três frentes ativas ameaçam várias aldeias
Reacendimentos preocupam em Santo Tirso
Neste momento estão 174 operacionais no terreno, apoiados por um meio aéreo.
Três principais incêndios mobilizam 1.200 operacionais e vários meios aéreos
Em Torre de Moncorvo encontram-se 517 operacionais, 168 meios terrestres e quatro meios aéreos.
No incêndio de Santo Tirso estão 202 operacionais apoiados por 65 meios terrestres.
Em Arouca, combatem as chamas 498 operacionais, 164 meios terrestres e nove meios aéreos.
Outros dois incêndios em fase de resolução continuam a manter no terreno dezenas de operacionais: 64 em Boticas e 113 em Arcos de Valdevez.
Incêndio em lar terá sido causado por curto-circuito num quadro principal
O médico explicou ainda que os utentes com mobilidade saíram sozinhos. “O mais difícil é sempre aqueles que estão acamados ou em cadeira de rodas. Mas as coisas correram com brevidade e bem”, afirmou.
Incêndio de Torre de Moncorvo com "grande parte do perímetro" em consolidação
Segundo o responsável, existe uma frente ativa entre as aldeias de Vilarinho da Castanheira e Seixo de Anciães com cerca de 400 a 500 metros, mas já não contínua.
“É onde estamos a apostar neste momento todo o empenhamento operacional, seja com elementos no terreno a trabalhar com linha de mangueira, seja com apoio de máquinas de rasto e meios aéreos”, explicou.
Os trabalhos “estão a evoluir favoravelmente, mas temos de ter algum cuidado para não entrar em excesso de otimismo”, frisou, alertando para as condições meteorológicas previstas para esta tarde e a dificuldade do terreno, onde nem todas as máquinas conseguem chegar.
Fogo em Santo Tirso esteve perto de habitações
O incêndio de Torre de Moncorvo que passou para Carrazeda de Ansiães colocou aldeias em perigo, mas mas nenhuma teve que ser evacuada. Os bombeiros ainda combatem uma frente de fogo.
Queimas e queimadas na origem da maior parte dos fogos deste ano
Dos incêndios investigados, os vários tipos de queimas e queimadas representaram 37% do total das causas, enquanto o incendiarismo, por imputáveis, foi a segunda causa (17%), indica o relatório provisório de incêndios rurais de 01 de janeiro a 15 de agosto.
Nove por cento dos fogos analisados foram causados por reacendimentos e 7% devido ao uso de maquinaria.
Do total de 6.388 incêndios rurais contabilizados até 15 de agosto, 5.327 foram investigados e têm o processo de averiguação de causas concluído, ou seja 83% do número total de incêndios, responsáveis por 37% da área total ardida.
Até 15 de agosto, o distrito com mais incêndios rurais foi o do Porto (955), seguido pelos de Braga (610) e Vila Real (558), contudo, o distrito com mais área ardida foi o de Vila Real com 13.562 hectares (ha) - cerca de 24% da área total ardida - seguido de Bragança (9.909 ha) e Viseu (8.325 ha)
O relatório indica que entre 01 de janeiro e 15 de agosto de 2026 houve 6.388 incêndios rurais, que resultaram em 56.586 hectares de área ardida, entre, povoamentos florestais (25.732 ha), matos (24.995 ha) e terrenos agrícolas (5.859 ha).
Foi nos concelhos de Valpaços, Mirandela, Águeda e Vouzela em que houve maior área afetada.
(Lusa)
Dois idosos e uma funcionária com ferimentos ligeiros após incêndio em lar
Trata-se de dois utentes assistidos por inalação de fumo e uma funcionária por traumatismo ocorrido durante a retirada dos idosos.
A autarca Carla Antunes Borges explicou ainda que, numa fase inicial, os idosos ficaram num jardim em frente ao lar e foram depois transportados para instalações de acolhimento temporário numa escola local.
“Todos os cuidados estão a ser prestados”, assegurou.
Miguel Santos, dos Bombeiros de Vale de Besteiros, explicou que o alerta foi dado às 8h06.
“Quando chegámos ao teatro de operações deparámo-nos com um incêndio na zona técnica do lar”, de lavandaria/cozinha, adiantou à RTP.
Segundo este responsável, a extinção do incêndio decorreu “com sucesso e rapidez”.
Habitantes queixam-se de falta de limpeza de terrenos em Santo Tirso
Máquinas abrem vias para combate às chamas em Carrazeda de Ansiães
Veículo dos bombeiros que sofreram acidente continua na encosta. Veja as imagens
Os bombeiros estão neste momento no Hospital de Santa Maria da Feira. A RTP apurou que os feridos graves deverão possuir várias fraturas.
O terreno onde aconteceu o acidente é acidentado e de difícil acesso, com elevada inclinação.
Cerca de 270 bombeiros feridos desde o início do ano
Existem os casos em que os "bombeiros estão acidentados por via do combate direto ao incêndio e isso é uma situação para nós sempre com alguma preocupação porque tem a ver com as medidas próprias de autoproteção que cada um deve ter e os equipamentos que devem ter para enfrentar as chamas" e existem as situações "resultantes dos acidentes de viação durante as operações de combate", como o que sucedeu em Arouca, explicou.
Para o responsável, em comparação com outros anos, há mais feridos e incidentes, mas "isso tem a ver com o número de intervenções", que tem aumentado.
"O que nós temos vindo a verificar é que, de ano para ano, os incêndios florestais em particular estão mais agressivos do ponto de vista daquilo que é a progressão das chamas e a intensidade do calor produzido", pelo que, "naturalmente, o risco aumenta e temos situações que se tornam complexas de resolver", reconheceu.
Além disso, "como estamos a envolver cerca de dois a três mil bombeiros por dia em combates a incêndios florestais, naturalmente que aparecem sempre situações de exaustão, pequenas entorses ou situações às vezes mais complexas pela inalação de fumos", acrescentou o responsável, que destaca o apoio das comunidades locais, muitas vezes em comparação com o poder político central.
"Nós diríamos que as comunidades reconhecem o papel fundamental dos seus bombeiros no salvamento de pessoas, bens e ambiente da sua comunidade", a par dos "municípios que têm um dispositivo de prevenção e socorro à disponibilidade dos seus concidadãos".
"Eu diria que as populações têm um reconhecimento e um carinho especial pelos seus bombeiros", mas "no que diz respeito à sociedade enquanto organização, nós sentimos que há muito a fazer", considerou o presidente da Liga, recordando as conversas com partidos e governos.
A ausência de políticas concertadas para o setor "cria cada vez mais um sentimento nos próprios bombeiros de que há uma certa injustiça no reconhecimento do Estado perante aquilo que eles têm de dedicação à sociedade".
"As promessas feitas não estão a ser concretizadas em atos concretos", disse António Nunes, elencando várias queixas: "não temos um estatuto do bombeiro voluntário atualizado", uma "carreira para o bombeiro voluntário que tem um contrato de trabalho com a associação humanitária", um "contrato de programa entre o Estado e as associações" ou "um plano de reequipamento de equipamento individual, de viaturas e de melhoramentos nos quartéis", entre outras matérias.
Além disso, "a legislação é dispersa ou é inexistente" em muitas áreas de atuação dos bombeiros, lamentou o presidente da LBP.
Agência Lusa
Incêndio em lar de Tondela leva à retirada de 46 idosos. Dois no hospital por inalação de fumo
Um incêndio num lar de idosos, na localidade do Caramulo, em Tondela, obrigou à evacuação do edifício e à retirada de 46 idosos. Dois foram levados para o hospital por causa da inalação de fumo.
Mais de 1.200 operacionais em três grandes incêndios
Em Torre de Moncorvo encontram-se 532 operacionais, 165 meios terrestres e sete meios aéreos.
No fogo de Santo Tirso estão 192 operacionais apoiados por 63 meios terrestres.
Em Arouca, combatem as chamas 481 operacionais, 165 meios terrestres e um meio aéreo.
Há ainda três incêndios em fase de resolução que continuam a manter no terreno dezenas de operacionais: 94 em Boticas, 68 em Arcos de Valdevez e 53 em Monção.
Incêndio em lar de idosos já foi extinto
Incêndio em Arouca reforçado com sete meios aéreos
Já a presidente da Câmara Municipal de Arouca adiantou que os bombeiros feridos num despiste durante o combate ao incêndio “estão neste momento no Hospital da Feira em avaliação”.
A autarca vincou ainda que o acidente “revela também a dificuldade destes operacionais no terreno”.
Segundo Margarida Belém, “o incêndio está a decorrer de forma favorável”. Apesar de se manterem três frentes ativas, “não temos nenhuma aldeia nem pessoas em perigo”.
Incêndio ativo num lar de idosos em Tondela
São informações avançadas à RTP Antena 1 por uma fonte do Comando Sub-Regional de Viseu Dão Lafões.
O alerta foi dado quando passavam cinco minutos das oito da manhã.
No local estão 63 operacionais e 25 veículos.
Pelas 9h00 não havia registo de feridos, segundo o comandante sub-regional Miguel Davia.
Noite húmida facilitou combate em Santo Tirso. Duas frentes ainda ativas
No local estão mais de 200 operacionais vindos de todo o país, 64 veículos e um meio aéreo.
“A noite foi bastante húmida, felizmente. Tivemos 100 por cento de humidade, tivemos nevoeiro durante toda a noite”, adiantou.
O comandante explicou que, “em caso de reativação, a rapidez das projeções não é tão elevada, mas aquilo que está a arder vai continuar a arder”.
Fumo intenso em Carrazeda de Anciães
Foi, para já, mobilizado também um meio aéreo para o local.
Este incêndio começou ao final da tarde de sábado em Torre de Moncorvo e chegou a ser dado como em resolução durante a manhã de domingo, tendo reativado mais tarde nesse dia.
Cerca de mil bombeiros combatem fogos na região Norte
Segundo o site da Proteção Civil, no incêndio de Torre de Moncorvo encontram-se 482 operacionais, com o apoio de 157 meios terrestres e um meio aéreo.
À agência Lusa, disse José Rodrigues, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, avançou que existem duas frentes ativas.
Durante a noite foram feitos trabalhos com máquinas de rasto e fogo de supressão e de combate e a humidade registada ajudaram as frentes deste incêndio em Torre de Moncorvo, que deflagrou às 15h58 de sábado em Cabeça Boa, no distrito de Bragança.
Outro incêndio ainda em curso é o que deflagrou às 17h40 de segunda-feira em Rebordões, Santo Tirso, que mobiliza 196 operacionais, com o apoio de 64 meios terrestres. “O fogo tem neste momento uma frente ativa, mas chegou a ter três. Podemos dizer que os trabalhos durante a noite decorreram favoravelmente”, indicou José Rodrigues.
Em curso está também o incêndio que deflagrou às 19h25 de terça-feira em Retorta, concelho de Monção, e que mobiliza nesta altura 60 operacionais, com o apoio de 17 veículos.
Três bombeiros feridos com gravidade e um com ferimentos leves em Arouca
“Tivemos essa situação a lamentar de um despiste de um veículo de combate a incêndios dos bombeiros de Arouca, com quatro bombeiros feridos, três deles com gravidade e um leve”, referiu.
Os bombeiros “estavam a deslocar-se para uma intervenção e houve o despiste numa via florestal”, uma “zona de difícil acesso”, acrescentou o comandante.
Perto de 60 concelhos do interior norte e centro em perigo máximo
Em perigo elevado estão mais de 40 concelhos nos distritos de Faro, Beja, Évora, Portalegre, Santarém, Lisboa, Leiria, Coimbra, Viseu, Porto, Aveiro, Braga e Viana do Castelo.O perigo de incêndio rural distribui-se por uma escala de cinco níveis, de reduzido a máximo, e os cálculos do IPMA são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas 24 horas anteriores.
Para esta quarta-feira, a meteorologia prevê possibilidade de precipitação fraca e uma descida das temperaturas, sendo mais acentuada a descida da máxima no norte e centro do país.
As cidades com temperaturas mais altas serão Évora, Beja e Santarém, com 32 graus Celsius. Lisboa vai chegar aos 30 graus, o Porto aos 25 e Faro aos 26.
As mínimas oscila entre os 16 graus de Guarda e os 20 de Aveiro, Santarém e Lisboa.
Quatro bombeiros feridos em Arouca
- Quatro bombeiros voluntários de Arouca ficaram feridos no despiste do veículo de combate a incêndios em que seguiam, na zona onde lavra um fogo desde segunda-feira. "O veículo de combate a incêndios despistou-se perto do incêndio de Arouca numa zona de difícil acesso na localidade de Pedrógão. Há quatro feridos, mas desconhecemos a gravidade uma vez que os meios de socorro ainda estão no local", adiantava pouco antes das 7h00 Ricardo Fradique, do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Aveiro, em declarações à agência Lusa;
- Ao início da manhã, o dispositivo enfrentava quatro incêndios ativos. Os maiores lavravam ainda no norte do país. Pelas 7h00, o incêndio que mobilizava mais meios era o de Arouca, com 500 operacionais;
- Seguia-se o incêndio de Torre de Moncorvo, combatido por mais de 460 operacionais. Havia ainda fogos nos distritos do Porto e vila real;
- No incêndio de Torre de Moncorvo, que alastrou a Carrazeda de Ansiães, as chamas aproximaram-se de casas. Mas as autoridades acabaram por não proceder a evacuações;
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Também em Arouca o fogo, que chegou a ter quatro frentes ativas, ameaçou várias aldeias durante a noite. As chamas rondaram as localidades de Cabreiros, Covelo de Paivó e Bouceguedim. As projeções de vento foram um entrave ao combate;
- O incêndio em Santo Tirso chegou igualmente a ter quatro frentes ativas e as chamas aproximaram-se de casas, obrigado a deslocar pessoas;
- A Polícia Judiciária já deteve, este ano, 46 pessoas por suspeitas de fogo posto. O distrito com mais detenções é Vila Real;
- Há esta quarta-feira dezenas de concelhos em risco máximo de incêndio, sobretudo de distritos do interior norte e centro. No litoral, há dezenas de concelhos com risco elevado. O sul do país também tem risco de incêndio.
Incêndio em Arouca sem previsão de ser dominado
No segundo dia desde que está ativo, o incêndio em Bouceguedim, concelho de Arouca, não dá tréguas. Com quatro frentes ativas e sete aldeias em risco, os bombeiros só conseguem chegar ao fogo via aérea.
Sete aldeias ameaçadas pelo fogo em Arouca
As autoridades descartam a evacuação de qualquer localidade para já, apesar de o incêndio avançar em quatro frentes ativas.
Santo Tirso. Fogo ameaçou várias casas em São Tomé de Negrelos
O incêndio de Santo Tirso agravou-se ao longo do dia de terça-feira. As chamas aproximaram-se de casas e obrigaram a várias evacuações de precaução.
Incendiários em Portugal. Perfil ficou mais velho e com mais mulheres
Este ano foram abertos menos inquéritos a incêndios provocados intencionalmente.
Foto: José Pinto Dias - RTP