Incêndios em Portugal. A situação ao minuto

Reportagem

Incêndios em Portugal. A situação ao minuto

Pelas 21:00 de quarta-feira, o incêndio de Santo Tirso estava dominado e em fase de rescaldo para prevenir reacendimentos. Já em Arouca, o fogo avançava em três frentes ativas combatidas por cerca de 500 operacionais, mas as aldeias estavam fora de perigo. Em Carrazeda de Ansiães, o comando operacional esperava ter o fogo controlado durante a noite. Atualizamos aqui, ao minuto, o evoluir da situação.

Graça Andrade Ramos, Mariana Ribeiro Soares, Joana Raposo Santos, Carlos Santos Neves - RTP / Adicionar como fonte informativa

Emissão da RTP Notícias


Foto: Paulo Novais - Lusa

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Fogo que deflagrou em Torre de Moncorvo dominado desde as 21

O incêndio que deflagrou no sábado em Torre de Moncorvo e alastrou para Carrazeda de Ansiães, no distrito de Bragança, foi dado como dominado pelas 21:50 de hoje, adiantou à Lusa fonte da Proteção Civil.

Miguel Fonseca, comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Douro, referiu à Lusa que o fogo foi dado como dominado pelas 21:50 de hoje após um dia de "muito trabalho".

"Felizmente os trabalhos evoluíram de forma bastante positiva, muito pela ação dos operacionais e das máquinas de rasto no terreno e dos meios aéreos, permitindo que chegasse a esta altura com o perímetro todo fechado", destacou.

Miguel Fonseca salientou que há ainda alguns pontos quentes, o que vai obrigar a manter os operacionais no terreno para os trabalhos de consolidação e rescaldo que vão decorrer "nos próximos dias".

O fogo deflagrou no sábado em Torre de Moncorvo e mantinha hoje à tarde uma frente ativa no concelho de Carrazeda de Ansiães, para onde se alastrou no domingo e que foi agora debelada.

O comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Douro sublinhou ainda à Lusa que não havia registo de feridos ou danos em infraestruturas.

De acordo com o sítio na Internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), pelas 22:20 mantinham-se no terreno 477 operacionais, apoiados por 158 viaturas.
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Carrazeda de Ansiães. Fogo dominado a 90%

Comando espera ter incêndio totalmente controlado durante a noite.
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Fogo de Arouca já consumiu 1.300 hectares mas aldeias estão fora de perigo

O incêndio que há dois dias lavra em Arouca já consumiu 1.300 hectares de floresta e continua a ser combatido por cerca de 600 operacionais, mas deixou de representar perigo para as aldeias, revelaram hoje fontes da Proteção Civil.

«As aldeias que nos últimos dias estiveram a exigir mais cautela já não estão sob qualquer perigo», disse à Lusa o comandante Ricardo Fradique, que ao final da tarde chefiava as operações contra o incêndio que deflagrou às 21:50 de segunda-feira em Bouceguedim, na freguesia de Moldes, no referido concelho do distrito de Aveiro e Área Metropolitana do Porto.

A presidente da Câmara Municipal de Arouca, Margarida Belém, realçou que para isso contribuíram os moradores dos próprios povoados sob especial vigilância: «As comunidades destas aldeias estavam confinadas, mas foram muito cooperantes. Também são agentes da Proteção Civil, ajudaram os bombeiros e apoiaram todas as iniciativas necessárias», afirmou.

Quanto à restante área ardida, adiantou Ricardo Fradique, «de manhã a situação esteve mais favorável, mas depois complicou-se devido ao surgimento de pequenos reacendimentos», o que implicou o reforço dos meios aéreos ao longo da tarde, dada a irregularidade do terreno com grandes declives e difíceis acessos.

«Na zona sul, havia pouca visibilidade devido ao fumo, portanto as operações incidiram mais sobre a secção norte e agora o incêndio está finalmente a ceder aos meios», afirma, realçando que a temperatura em Arouca era ao fim da tarde de hoje muito mais baixa do que a registada pela mesma altura nos dois dias anteriores.

Mesmo assim, o incêndio que teve início no concelho com 219 quilómetros quadrados -- 85% dos quais de área florestal -- continuava hoje às 20:00 com três frentes ativas: uma em Covêlo de Paivó, outra na zona de Cabreiros e Tebilhão, e uma terceira no Candal, já no concelho vizinho de São Pedro do Sul, no distrito de Viseu.

Quanto aos meios mobilizados para o combate ao fogo, que só hoje terá destruído cerca de 600 hectares, Ricardo Fradique referiu que às 20:00 seriam «uns 510 homens» os que estavam efetivamente no terreno, embora o site da Proteção Civil indicasse, pela mesma hora, 589 operacionais, 191 viaturas e ainda cinco meios aéreos.

Lusa
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Fogo em Boticas tem quatro frentes ativas

O incêndio que deflagrou na terça-feira em Nogueira, concelho de Boticas, tem quatro frentes ativas que ardem com intensidade em zona de mato, segundo o comandante no terreno.

Carlos Gomes, comandante dos bombeiros de Boticas, disse que o vento que sopra com intensidade é a grande dificuldade no combate a este fogo que esteve em resolução durante o dia e reativou pelas 17:00 de hoje.

De acordo com o responsável, pelas 20:00 não havia aldeias em risco.

Segundo a página da Internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), pelas 20:15 estavam mobilizados para este fogo 205 operacionais, que contavam com o apoio de 62 viaturas e três meios aéreos, que irão operar enquanto houver luz do sol.

O alerta para o incêndio em Nogueira, freguesia de Ardãos e Bobadela, foi dado às 14:18 de terça-feira; durante a noite, causou preocupação, aproximou-se da aldeia e entrou em fase de resolução pelas 2:30.

O presidente da Câmara de Boticas, Guilherme Pires, já disse que esta tem sido uma freguesia muito fustigada pelos fogos e que suspeita de origem criminosa.

Lusa
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Variante de Alijó cortada devido a fogo que avança em duas frentes

O incêndio que deflagrou hoje na zona de Presandães mantém duas frentes ativas, que lavram com intensidade, e levou ao corte da estrada variante entre a sede do concelho, Alijó, e a Chã, segundo fonte da Proteção Civil.

Segundo a página da Internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), o alerta para o fogo foi dado às 17:09 e, pelas 20:30, mobilizava 130 operacionais e 31 viaturas, aguardando-se a chegada de um grupo de reforço.

A fonte referiu que o fogo mantém duas frentes ativas que lavram com intensidade em zona de mato e pinhal, tendo-se reposicionado os meios no terreno, onde o vento forte é a principal dificuldade no combate às chamas.

Segundo a GNR de Vila Real, a estrada variante entre a vila de Alijó e a Chã está cortada ao trânsito devido ao incêndio e por razões de segurança e de prevenção.

Cerca de 60 concelhos do interior norte e centro do país estiveram hoje em perigo máximo de incêndio, uma situação que se prevê vai melhorar ao longo da semana tendo em conta a prevista descida das temperaturas.

Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), hoje estiveram em perigo muito elevado cerca de 90 municípios dos distritos de Viana do Castelo, Braga, Vila Real, Porto, Aveiro, Coimbra, Castelo Branco, Viseu, Leiria, Santarém e Faro.

Lusa
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Incêndio de Santo Tirso em fase de resolução após reacendimentos

O incêndio de Santo Tirso entrou em fase de resolução.

Durante o dia ocorreram vários reacendimentos, depois de várias casas terem à noite sido ameaçadas pelo fogo.
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Aldeia de Carrazeda de Ansiães permanece sob ameaça das chamas

O incêndio deflagrou há cinco dias em Torre de Moncorvo e queimou mais de três mil hectares de mato e terrenos agrícolas.

O fogo permanece perto de uma aldeia de Carrazeda de Ansiães.
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Incêndio em Arouca. Várias aldeias na linha do fogo

Um veículo de combate a incêndios despistou-se em Arouca. O acidente deixou quatro bombeiros feridos, três em estado grave.

Desde segunda-feira que as chamas rondam o concelho, com várias aldeias na linha de fogo.
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Lusa / Adicionar como fonte informativa

Bombeiros. Fogo de Santo Tirso foi dominado

O incêndio que deflagrou na segunda-feira em Rebordões, no concelho de Santo Tirso, encontra-se dominado desde as 18:40, disse hoje à Lusa o comandante dos Bombeiros Voluntários de Moreira da Maia.

Num balanço feito à Lusa pelas 19:00, o comandante Cristiano Moreira explicou que o incêndio já se encontrava dominado "há cerca de 20 minutos", estando apenas ativa uma frente, mas já com "pouca intensidade".

De acordo com o `site` da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), às 19:00 estavam no combate às chamas 211 operacionais, apoiados por 66 meios terrestres e dois meios aéreos.

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Arouca. Duas das três frentes ativas ameaçam várias aldeias

As localidades estão vigiadas por operacionais que acompanham o avanço do incêndio. Mais de 500 bombeiros acompanhavam ao fim da tarde o evoluir das três frentes.
Antes do anoitecer, o combate às chamas envolveu sete meios aéreos. O vento começou a soprar com o cair da tarde e poderá afetar o progresso do incêndio.

Desde segunda-feira, o incêndio já destruiu cerca de 700 hetares.
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Reacendimentos preocupam em Santo Tirso

Em Santo Tirso, os reacendimentos estão a preocupar os bombeiros e já obrigaram ao corte da estrada regional 319.

Neste momento estão 174 operacionais no terreno, apoiados por um meio aéreo.
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Ponto de situação
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Três principais incêndios mobilizam 1.200 operacionais e vários meios aéreos

Pelas 14h00 desta quarta-feira, mais de 1.200 operacionais combatiam três incêndios rurais ativos em Portugal continental.

Em Torre de Moncorvo encontram-se 517 operacionais, 168 meios terrestres e quatro meios aéreos.

No incêndio de Santo Tirso estão 202 operacionais apoiados por 65 meios terrestres.

Em Arouca, combatem as chamas 498 operacionais, 164 meios terrestres e nove meios aéreos.

Outros dois incêndios em fase de resolução continuam a manter no terreno dezenas de operacionais: 64 em Boticas e 113 em Arcos de Valdevez.
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Incêndio em lar terá sido causado por curto-circuito num quadro principal

Ermenegildo Morgado, médico do Lar Boa Esperança, disse aos jornalistas que o incêndio nas instalações esta quarta-feira foi causado por “um curto-circuito num quadro principal” e que “felizmente correu tudo bem”.

O médico explicou ainda que os utentes com mobilidade saíram sozinhos. “O mais difícil é sempre aqueles que estão acamados ou em cadeira de rodas. Mas as coisas correram com brevidade e bem”, afirmou.
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Incêndio de Torre de Moncorvo com "grande parte do perímetro" em consolidação

A RTP falou com Luís Miguel Fonseca, comandante operacional distrital do Douro, segundo o qual “grande parte do perímetro” do incêndio que começou em Torre de Moncorvo está “em trabalho de consolidação e rescaldo”.

Segundo o responsável, existe uma frente ativa entre as aldeias de Vilarinho da Castanheira e Seixo de Anciães com cerca de 400 a 500 metros, mas já não contínua.

“É onde estamos a apostar neste momento todo o empenhamento operacional, seja com elementos no terreno a trabalhar com linha de mangueira, seja com apoio de máquinas de rasto e meios aéreos”, explicou.

Os trabalhos “estão a evoluir favoravelmente, mas temos de ter algum cuidado para não entrar em excesso de otimismo”, frisou, alertando para as condições meteorológicas previstas para esta tarde e a dificuldade do terreno, onde nem todas as máquinas conseguem chegar.

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Fogo em Santo Tirso esteve perto de habitações

O incêndio de Torre de Moncorvo que passou para Carrazeda de Ansiães colocou aldeias em perigo, mas mas nenhuma teve que ser evacuada. Os bombeiros ainda combatem uma frente de fogo.

Em Santo Tirso, o incêndio também esteve perto de habitações. Foram os moradores que combateram as chamas.
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Queimas e queimadas na origem da maior parte dos fogos deste ano

As queimas e queimadas foram a principal causa dos incêndios ocorridos em Portugal continental até 15 de agosto, seguindo-se o incendiarismo, de acordo com o mais recente relatório do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

Dos incêndios investigados, os vários tipos de queimas e queimadas representaram 37% do total das causas, enquanto o incendiarismo, por imputáveis, foi a segunda causa (17%), indica o relatório provisório de incêndios rurais de 01 de janeiro a 15 de agosto.

Nove por cento dos fogos analisados foram causados por reacendimentos e 7% devido ao uso de maquinaria.

Do total de 6.388 incêndios rurais contabilizados até 15 de agosto, 5.327 foram investigados e têm o processo de averiguação de causas concluído, ou seja 83% do número total de incêndios, responsáveis por 37% da área total ardida.

Até 15 de agosto, o distrito com mais incêndios rurais foi o do Porto (955), seguido pelos de Braga (610) e Vila Real (558), contudo, o distrito com mais área ardida foi o de Vila Real com 13.562 hectares (ha) - cerca de 24% da área total ardida - seguido de Bragança (9.909 ha) e Viseu (8.325 ha)

O relatório indica que entre 01 de janeiro e 15 de agosto de 2026 houve 6.388 incêndios rurais, que resultaram em 56.586 hectares de área ardida, entre, povoamentos florestais (25.732 ha), matos (24.995 ha) e terrenos agrícolas (5.859 ha).

Foi nos concelhos de Valpaços, Mirandela, Águeda e Vouzela em que houve maior área afetada.

(Lusa)
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Dois idosos e uma funcionária com ferimentos ligeiros após incêndio em lar

A presidente Câmara Municipal de Tondela adiantou à RTP que três pessoas precisaram de assistência hospitalar após o incêndio num lar na região.

Trata-se de dois utentes assistidos por inalação de fumo e uma funcionária por traumatismo ocorrido durante a retirada dos idosos.

A autarca Carla Antunes Borges explicou ainda que, numa fase inicial, os idosos ficaram num jardim em frente ao lar e foram depois transportados para instalações de acolhimento temporário numa escola local.

“Todos os cuidados estão a ser prestados”, assegurou.

Miguel Santos, dos Bombeiros de Vale de Besteiros, explicou que o alerta foi dado às 8h06.

“Quando chegámos ao teatro de operações deparámo-nos com um incêndio na zona técnica do lar”, de lavandaria/cozinha, adiantou à RTP.

Segundo este responsável, a extinção do incêndio decorreu “com sucesso e rapidez”.
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Habitantes queixam-se de falta de limpeza de terrenos em Santo Tirso

As reativações são a grande preocupação dos bombeiros em Santo Tirso, onde o cheiro a queimado paira no ar. A RTP falou com habitantes que se queixaram que há quem não limpe os terrenos.
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Máquinas abrem vias para combate às chamas em Carrazeda de Ansiães

Em Carrazeda de Ansiães, as máquinas de rastos abriram um novo caminho que está a ser usado pelos veículos de combate ao incêndio. Uma equipa da RTP está acompanhar a evolução do incêndio.
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Veículo dos bombeiros que sofreram acidente continua na encosta. Veja as imagens

A RTP está na encosta em frente ao local em Arouca onde ocorreu o acidente com o carro de bombeiros, ferindo quatro destes profissionais, três com gravidade.

Os bombeiros estão neste momento no Hospital de Santa Maria da Feira. A RTP apurou que os feridos graves deverão possuir várias fraturas.

O terreno onde aconteceu o acidente é acidentado e de difícil acesso, com elevada inclinação.
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Cerca de 270 bombeiros feridos desde o início do ano

Cerca de 270 bombeiros ficaram feridos em teatros de operações desde o início do ano, disse hoje o presidente da Liga, no dia em que foi notícia um despiste em Arouca, que feriu os quatro tripulantes.

"Até ao momento, a Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) tem conhecimento de cerca de 270 bombeiros, desde o dia 1 de janeiro até agora, considerados feridos nos teatros de operações", afirmou António Nunes à Lusa, salientando que é necessário distinguir os diferentes tipos de incidentes.

Existem os casos em que os "bombeiros estão acidentados por via do combate direto ao incêndio e isso é uma situação para nós sempre com alguma preocupação porque tem a ver com as medidas próprias de autoproteção que cada um deve ter e os equipamentos que devem ter para enfrentar as chamas" e existem as situações "resultantes dos acidentes de viação durante as operações de combate", como o que sucedeu em Arouca, explicou.

Para o responsável, em comparação com outros anos, há mais feridos e incidentes, mas "isso tem a ver com o número de intervenções", que tem aumentado.

"O que nós temos vindo a verificar é que, de ano para ano, os incêndios florestais em particular estão mais agressivos do ponto de vista daquilo que é a progressão das chamas e a intensidade do calor produzido", pelo que, "naturalmente, o risco aumenta e temos situações que se tornam complexas de resolver", reconheceu.

Além disso, "como estamos a envolver cerca de dois a três mil bombeiros por dia em combates a incêndios florestais, naturalmente que aparecem sempre situações de exaustão, pequenas entorses ou situações às vezes mais complexas pela inalação de fumos", acrescentou o responsável, que destaca o apoio das comunidades locais, muitas vezes em comparação com o poder político central.

"Nós diríamos que as comunidades reconhecem o papel fundamental dos seus bombeiros no salvamento de pessoas, bens e ambiente da sua comunidade", a par dos "municípios que têm um dispositivo de prevenção e socorro à disponibilidade dos seus concidadãos".

"Eu diria que as populações têm um reconhecimento e um carinho especial pelos seus bombeiros", mas "no que diz respeito à sociedade enquanto organização, nós sentimos que há muito a fazer", considerou o presidente da Liga, recordando as conversas com partidos e governos.

A ausência de políticas concertadas para o setor "cria cada vez mais um sentimento nos próprios bombeiros de que há uma certa injustiça no reconhecimento do Estado perante aquilo que eles têm de dedicação à sociedade".

"As promessas feitas não estão a ser concretizadas em atos concretos", disse António Nunes, elencando várias queixas: "não temos um estatuto do bombeiro voluntário atualizado", uma "carreira para o bombeiro voluntário que tem um contrato de trabalho com a associação humanitária", um "contrato de programa entre o Estado e as associações" ou "um plano de reequipamento de equipamento individual, de viaturas e de melhoramentos nos quartéis", entre outras matérias.

Além disso, "a legislação é dispersa ou é inexistente" em muitas áreas de atuação dos bombeiros, lamentou o presidente da LBP.

Agência Lusa
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Gonçalo Costa Martins - RTP Antena 1 / Adicionar como fonte informativa

Incêndio em lar de Tondela leva à retirada de 46 idosos. Dois no hospital por inalação de fumo

Um incêndio num lar de idosos, na localidade do Caramulo, em Tondela, obrigou à evacuação do edifício e à retirada de 46 idosos. Dois foram levados para o hospital por causa da inalação de fumo.

Idosos foram retirados do lar | DR

O incêndio afetou o Lar da Boa Esperança, que fica no Caramulo, na freguesia de Guardão. O alerta foi dado às 8h05 e foram sendo enviados meios para o local, chegando a ter 93 operacionais e 34 veículos. 

Em declarações à RTP Antena 1, por volta das 9h40, a presidente da Câmara Municipal de Tondela dizia que "o incêndio está a começar a ser dominado". 

Segundo a autarca, naquela altura, decorria a evacuação do lar, com a retirada de 46 idosos. "Irão ficar temporariamente instalados na nossa Escola E.B. 2,3 do Caramulo", afirma Carla Antunes Borges. Houve dois idosos que, por inalação de fumo, foram levados para o hospital.

As circunstâncias do incêndio vão ser investigadas, não sendo nesta altura adiantada uma origem do fogo.
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Mais de 1.200 operacionais em três grandes incêndios

Perto das 11h00 desta quarta-feira, mais de 1.200 operacionais combatiam três incêndios rurais ativos em Portugal continental.

Em Torre de Moncorvo encontram-se 532 operacionais, 165 meios terrestres e sete meios aéreos.

No fogo de Santo Tirso estão 192 operacionais apoiados por 63 meios terrestres.

Em Arouca, combatem as chamas 481 operacionais, 165 meios terrestres e um meio aéreo.

Há ainda três incêndios em fase de resolução que continuam a manter no terreno dezenas de operacionais: 94 em Boticas, 68 em Arcos de Valdevez e 53 em Monção.
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Incêndio em lar de idosos já foi extinto

O incêndio num lar de idosos em Tondela já foi extinto. Segundo o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil, os 45 utentes foram retirados para um pavilhão próximo e estão a ser acompanhados com equipas de apoio pré-hospitalar, enquanto é realizada a desenfumagem do edifício. Não foram registadas vítimas.
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Incêndio em Arouca reforçado com sete meios aéreos

O comandante Ricardo Fradique avançou há momentos à RTP que os meios têm muita dificuldade de progredir no terreno em Arouca, onde o combate será reforçado com sete meios aéreos.

Já a presidente da Câmara Municipal de Arouca adiantou que os bombeiros feridos num despiste durante o combate ao incêndio “estão neste momento no Hospital da Feira em avaliação”.

A autarca vincou ainda que o acidente “revela também a dificuldade destes operacionais no terreno”.

Segundo Margarida Belém, “o incêndio está a decorrer de forma favorável”. Apesar de se manterem três frentes ativas, “não temos nenhuma aldeia nem pessoas em perigo”.

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Incêndio ativo num lar de idosos em Tondela

Há um incêndio ativo num lar de idosos em Tondela. Trata-se do Lar da Boa Esperança, na localidade do Caramulo, e está já a ser evacuado.

São informações avançadas à RTP Antena 1 por uma fonte do Comando Sub-Regional de Viseu Dão Lafões.

O alerta foi dado quando passavam cinco minutos das oito da manhã.

No local estão 63 operacionais e 25 veículos.

Pelas 9h00 não havia registo de feridos, segundo o comandante sub-regional Miguel Davia.
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Noite húmida facilitou combate em Santo Tirso. Duas frentes ainda ativas

Vítor Pinto, comandante dos Bombeiros Voluntários Tirsenses, avançou à RTP que permanecem duas frentes de fogo ativas em Santo Tirso.

No local estão mais de 200 operacionais vindos de todo o país, 64 veículos e um meio aéreo.

“A noite foi bastante húmida, felizmente. Tivemos 100 por cento de humidade, tivemos nevoeiro durante toda a noite”, adiantou.

O comandante explicou que, “em caso de reativação, a rapidez das projeções não é tão elevada, mas aquilo que está a arder vai continuar a arder”.
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Fumo intenso em Carrazeda de Anciães

Em Carrazeda de Anciães, o incêndio continua a lavrar intensamente por zona seca. Concentram-se no local cada vez mais meios de combate, incluindo grupos de reforço vindos de Lisboa e de Aveiro. Dentro da aldeia está instalado um posto de comando.

Foi, para já, mobilizado também um meio aéreo para o local.

Este incêndio começou ao final da tarde de sábado em Torre de Moncorvo e chegou a ser dado como em resolução durante a manhã de domingo, tendo reativado mais tarde nesse dia.
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Cerca de mil bombeiros combatem fogos na região Norte

Mais de mil bombeiros estão, pelas 8h30, envolvidos no combate aos quatro maiores incêndios ativos na região Norte, sendo os de Torre de Moncorvo, Arouca e Santo Tirso os que mobilizam mais meios.

Segundo o site da Proteção Civil, no incêndio de Torre de Moncorvo encontram-se 482 operacionais, com o apoio de 157 meios terrestres e um meio aéreo.

À agência Lusa, disse José Rodrigues, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, avançou que existem duas frentes ativas.

Durante a noite foram feitos trabalhos com máquinas de rasto e fogo de supressão e de combate e a humidade registada ajudaram as frentes deste incêndio em Torre de Moncorvo, que deflagrou às 15h58 de sábado em Cabeça Boa, no distrito de Bragança.

Outro incêndio ainda em curso é o que deflagrou às 17h40 de segunda-feira em Rebordões, Santo Tirso, que mobiliza 196 operacionais, com o apoio de 64 meios terrestres. “O fogo tem neste momento uma frente ativa, mas chegou a ter três. Podemos dizer que os trabalhos durante a noite decorreram favoravelmente”, indicou José Rodrigues.

Em curso está também o incêndio que deflagrou às 19h25 de terça-feira em Retorta, concelho de Monção, e que mobiliza nesta altura 60 operacionais, com o apoio de 17 veículos.
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Três bombeiros feridos com gravidade e um com ferimentos leves em Arouca

Ricardo Fradique, comandante de operações nos incêndios em Arouca, adiantou esta manhã à RTP que os bombeiros feridos nessa localidade estão a ser encaminhados para unidades de saúde.

“Tivemos essa situação a lamentar de um despiste de um veículo de combate a incêndios dos bombeiros de Arouca, com quatro bombeiros feridos, três deles com gravidade e um leve”, referiu.

Os bombeiros “estavam a deslocar-se para uma intervenção e houve o despiste numa via florestal”, uma “zona de difícil acesso”, acrescentou o comandante.

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Risco de incêndio
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Perto de 60 concelhos do interior norte e centro em perigo máximo

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, encontram-se em perigo muito elevado de incêndio cerca de 90 municípios dos distritos de Viana do Castelo, Braga, Vila Real, Porto, Aveiro, Coimbra, Castelo Branco, Viseu, Leiria, Santarém e Faro.

Em perigo elevado estão mais de 40 concelhos nos distritos de Faro, Beja, Évora, Portalegre, Santarém, Lisboa, Leiria, Coimbra, Viseu, Porto, Aveiro, Braga e Viana do Castelo.O perigo de incêndio rural distribui-se por uma escala de cinco níveis, de reduzido a máximo, e os cálculos do IPMA são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas 24 horas anteriores.


Para esta quarta-feira, a meteorologia prevê possibilidade de precipitação fraca e uma descida das temperaturas, sendo mais acentuada a descida da máxima no norte e centro do país.

As cidades com temperaturas mais altas serão Évora, Beja e Santarém, com 32 graus Celsius. Lisboa vai chegar aos 30 graus, o Porto aos 25 e Faro aos 26.

As mínimas oscila entre os 16 graus de Guarda e os 20 de Aveiro, Santarém e Lisboa.
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Quatro bombeiros feridos em Arouca

  • Quatro bombeiros voluntários de Arouca ficaram feridos no despiste do veículo de combate a incêndios em que seguiam, na zona onde lavra um fogo desde segunda-feira. "O veículo de combate a incêndios despistou-se perto do incêndio de Arouca numa zona de difícil acesso na localidade de Pedrógão. Há quatro feridos, mas desconhecemos a gravidade uma vez que os meios de socorro ainda estão no local", adiantava pouco antes das 7h00 Ricardo Fradique, do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Aveiro, em declarações à agência Lusa;


  • Ao início da manhã, o dispositivo enfrentava quatro incêndios ativos. Os maiores lavravam ainda no norte do país. Pelas 7h00, o incêndio que mobilizava mais meios era o de Arouca, com 500 operacionais;


  • Seguia-se o incêndio de Torre de Moncorvo, combatido por mais de 460 operacionais. Havia ainda fogos nos distritos do Porto e vila real;


  • No incêndio de Torre de Moncorvo, que alastrou a Carrazeda de Ansiães, as chamas aproximaram-se de casas. Mas as autoridades acabaram por não proceder a evacuações;


  • Também em Arouca o fogo, que chegou a ter quatro frentes ativas, ameaçou várias aldeias durante a noite. As chamas rondaram as localidades de Cabreiros, Covelo de Paivó e Bouceguedim. As projeções de vento foram um entrave ao combate;

  • O incêndio em Santo Tirso chegou igualmente a ter quatro frentes ativas e as chamas aproximaram-se de casas, obrigado a deslocar pessoas;


  • A Polícia Judiciária já deteve, este ano, 46 pessoas por suspeitas de fogo posto. O distrito com mais detenções é Vila Real;


  • Há esta quarta-feira dezenas de concelhos em risco máximo de incêndio, sobretudo de distritos do interior norte e centro. No litoral, há dezenas de concelhos com risco elevado. O sul do país também tem risco de incêndio.
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Incêndio em Arouca sem previsão de ser dominado

No segundo dia desde que está ativo, o incêndio em Bouceguedim, concelho de Arouca, não dá tréguas. Com quatro frentes ativas e sete aldeias em risco, os bombeiros só conseguem chegar ao fogo via aérea.

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Sete aldeias ameaçadas pelo fogo em Arouca

As autoridades descartam a evacuação de qualquer localidade para já, apesar de o incêndio avançar em quatro frentes ativas.

Os bombeiros avisaram que as chamas dificilmente ficarão controladas nas próximas horas.
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Santo Tirso. Fogo ameaçou várias casas em São Tomé de Negrelos

O incêndio de Santo Tirso agravou-se ao longo do dia de terça-feira. As chamas aproximaram-se de casas e obrigaram a várias evacuações de precaução.

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Incendiários em Portugal. Perfil ficou mais velho e com mais mulheres

Este ano foram abertos menos inquéritos a incêndios provocados intencionalmente.

Foto: José Pinto Dias - RTP

A Polícia Judiciária deteve 46 pessoas no âmbito destes inquéritos, com Vila Real a destacar-se como a zona com mais detenções.
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