Governo "muito preocupado" com impasse na eleição de reitor da Nova

Governo "muito preocupado" com impasse na eleição de reitor da Nova

O ministro da Educação manifestou hoje «muita preocupação» com a situação vivida na Universidade Nova de Lisboa, que considera atravessar uma «fragilidade institucional» devido ao impasse em torno da eleição do reitor que se arrasta há um ano.

Lusa / Adicionar como fonte informativa

"A Universidade Nova de Lisboa está numa situação que é muito preocupante. Nós estamos numa situação de fragilidade institucional, de limitação na capacidade de governo daquela instituição há quase um ano", afirmou o ministro Fernando Alexandre, durante a audição conjunta nas comissões parlamentares de Orçamento, Finanças e Administração Pública, e da Educação e Ciência, no âmbito da apreciação na especialidade do Orçamento do Estado para 2027.

Em causa está a escolha do sucessor de João Sàágua para reitor da NOVA, um processo que começou a 16 de setembro do ano passado com a eleição de Paulo Pereira. No entanto, a eleição tem sido marcada por impugnações e contestações, impedindo a conclusão do processo e a entrada em funções de uma nova liderança.

Para Fernando Alexandre, a indefinição na liderança da universidade tem impacto direto no funcionamento da instituição, uma vez que o atual reitor se encontra em regime de gestão com poderes limitados para tomar decisões estratégicas.

"É uma situação que prejudica a instituição, porque o reitor está limitado na sua capacidade de ação. Ele está numa situação de gestão, ou seja, não pode tomar decisões estratégicas", sublinhou o ministro no parlamento.

Fernando Alexandre defendeu que se fosse uma situação transitória de alguns meses poderia não ter consequências relevantes, mas reconhece que há riscos de um prolongamento do impasse: "Isso pode não prejudicar a instituição se for uma questão de meses, mas obviamente é uma situação que espero que não se arraste", disse, acrescentando que o Governo acompanha o processo "com muita preocupação".

O impasse na eleição do reitor da NOVA surge numa altura em que decorre a revisão do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES), diploma que regula o modelo de governação das universidades e que tem suscitado discussão sobre a eleição dos dirigentes académicos e o funcionamento dos conselhos gerais.

O caso da NOVA, onde uma eleição realizada em setembro de 2025 foi anulada e continua sem desfecho definitivo, tem sido apontado por vários especialistas como exemplo das fragilidades do atual sistema.
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