Desmobilização da Acampada de Lisboa no Rossio é cenário em aberto

pulse-iconDireto

Desmobilização da Acampada de Lisboa no Rossio é cenário em aberto

O movimento Acampada de Lisboa decidiu manter as tendas no Rossio durante a última noite, mas está em aberto a possibilidade de desmobilização este domingo. A ativista Renata Cambra alertou para uma possível entrada das forças de segurança no local para remover as tendas. Atualizamos aqui os desenvolvimentos sobre os protestos pelo direito à habitação.

Carlos Santos Neves - RTP / Adicionar como fonte informativa

Emissão da RTP Notícias


Foto: António Pedro Santos - Lusa

Mais atualizações Voltar ao topo
Momento-Chave
RTP /

José Luís Carneiro manifesta-se solidário com manifestantes

O secretário-geral do PS diz que é preciso boa vontade de todas as partes. E que a nova lei das rendas não pode proteger só os proprietários.

Foto: Estela Silva - Lusa

José Luís Carneiro esteve este domingo na Maratona do Porto.
PUB
Momento-Chave
Rosário Lira - RTP Antena 1 /

Governo mantém "toda a disponibilidade" para negociar com partidos, assegura secretária de Estado da Habitação

Apesar do resultado dos últimos encontros com a oposição, a secretária de Estado da Habitação continua a dizer que há "toda a disponibilidade" para negociar.

Imagem e edição vídeo: Pedro Chitas

Em entrevista ao programa da RTP Antena 1 e do Jornal de Negócios Conversa Capital, Patrícia Gonçalves Costa defende que são necessários consensos, mas não pode é haver egos nem ideologias que criam ruído.

A carta entregue pelos manifestantes da acampada do Porto ao ministro da Habitação, Miguel Pinto Luz, está em análise, adianta a governante que afirma que parte das reivindicações que ali constam já foram ou estão a ser concretizadas.

Patrícia Gonçalves Costa assegura que os contratos anteriores à data de entrada em vigor do Regime Simplificado de Arrendamento Acessível ficam abrangidos pela nova lei, desde que adiram ao programa e cumpram os requisitos.

Nesta entrevista a secretária de Estado defende que tudo aquilo que não funcionou no passado não faz sentido que seja novamente colocado em prática. Dá como exemplo a manutenção do travão ao aumento nos novos contratos que afirma "é letra morta".

Entrevista conduzida por Rosário Lira, da RTP Antena 1, e Filomena Lança, do Jornal de Negócios.
PUB
Momento-Chave
RTP /

Praça de D. João I "não é privatizável por determinado grupo"

Pedro Duarte insiste que o espaço público não pode ser ocupado por um grupo restrito de manifestantes.

Foto: José Coelho - Lusa

Em entrevista ao Jornal de Notícias e à TSF, o autarca garante que nunca defendeu qualquer tipo de violência.
PUB
RTP /

Câmara do Porto vai instalar pista de gelo na Praça de D. João I

Os manifestantes não querem mudar de sítio. E lembram que no ano passado a pista estava noutro ponto da cidade, estava na Cordoaria.

PUB
RTP /

Tendas continuam montadas nas duas maiores cidades do país

Em Lisboa e no Porto, as "Mães pela Acampada" fizeram vigílias silenciosas contra a violência policial e pelo direito à habitação.

As tendas continuam nas praças das duas maiores cidades do país.
PUB
Momento-Chave
Ana Bailão
RTP /

"O que as pessoas estão a viver em Portugal não é muito diferente daquilo que vivemos no Canadá"

Em declarações à agência Lusa, a diretora executiva da agência federal canadiana de habitação, Ana Bailão, traça uma comparação entre as crises de habitação em Portugal e no Canadá: "Não é muito diferente".Ana Bailão está à frente da Build Canada Homes e é a antiga vice-presidente da Câmara Municipal de Toronto.


"O que as pessoas estão a viver em Portugal não é muito diferente daquilo que nós vivemos no Canadá", afirmou a responsável, referindo as dificuldades crescentes de famílias da classe média em comprar ou arrendar habitação.

À margem da terceira gala Coração de Portugal, que decorreu no sábado em Vaughan, nos arredores de Toronto, a luso-canadiana considerou que a subida dos preços da habitação, a pressão sobre os rendimentos familiares e o agravamento da situação das pessoas sem-abrigo são problemas comuns a Portugal e ao Canadá.

"É uma classe média cada vez com mais dificuldades no poder de compra de casa. É uma classe média cada vez com mais dificuldades até a pagar as suas rendas", enumerou.

Questionada sobre a situação em Portugal, Ana Bailão sustentou que a resposta à crise exige uma intervenção pública mais ativa, assente no investimento, na disponibilização de terrenos e na aceleração da construção: "São problemas que estão a afetar os dois países. E aqui no Canadá, felizmente, o Governo tem tomado iniciativas. Iniciativas como a que eu estou a liderar a nível federal".

c/ Lusa
PUB
Lusa / Adicionar como fonte informativa

Custo de vida agrava dificuldades dos imigrantes lusófonos

Os imigrantes também sentem o impacto do aumento do custo de vida, com dificuldades agravadas pela vulnerabilidade económica e laboral e restrições migratórias, que deixaram muitos numa situação de limbo legal.

Cyntia de Paula, vice-presidente da Casa do Brasil de Lisboa, refere que o aumento do custo de vida afeta a comunidade imigrante tal como os portugueses, mas com consequências mais graves, já que muitos imigrantes estão numa situação de maior vulnerabilidade, com empregos precários, salários mais baixos e menor segurança contratual.

Para a responsável, o problema da habitação é, claramente, o que mais apreensões causa não só devido aos preços elevados, mas também às exigências acrescidas colocadas aos migrantes, como o pagamento de várias rendas e cauções elevadas, além da apresentação de um fiador.

Dificuldades que têm levado muitos brasileiros a sair de Lisboa e do Porto em direção a outras cidades, como Braga, Aveiro e Leiria, numa tentativa de reduzir os custos de vida.

Cyntia de Paula observa também que há cada vez mais brasileiros com elevadas qualificações profissionais que, apesar disso, não conseguem inserir-se no mercado de trabalho e acabam por procurar oportunidades noutros países.

"O retorno voluntário não passa só pelo custo de vida. Muitas pessoas ficaram num limbo legal e não conseguem regularizar-se e, nestes casos, podem optar pelo regresso", afirmou, ressalvando que não dispõe de dados que permitam quantificar este fenómeno.

A pressão financeira sobre os imigrantes é relatada também por Carla Dourado, do gabinete de proteção financeira da Deco, que alerta para situações de recurso ao crédito para fazer face às despesas correntes, incluindo compras de supermercado e pagamento de rendas, que podem conduzir ao sobre-endividamento.

Além dos preços elevados do arrendamento, muitas vezes muito superiores ao salário mínimo, os imigrantes enfrentam dificuldades acrescidas para conseguir uma habitação, sobretudo quando acabam de chegar a Portugal e não têm fiador.

"Não é incomum dizerem que fizeram um crédito para pagar um valor de caução de seis meses", disse à Lusa.

Carla Dourado chamou também a atenção para as dificuldades de reconhecimento de qualificações profissionais. Muitos imigrantes têm habilitações que lhes permitiriam aceder a empregos mais bem remunerados, mas, devido à morosidade dos processos de reconhecimento dos diplomas, acabam por aceitar salários inferiores às qualificações que possuem, explicou.

A falta de documentos ou de um título de residência válido pode também dificultar o acesso ao emprego e levar à aceitação de trabalhos sem contrato e com salários inferiores.

"Ficam numa situação completamente vulnerável", alerta a jurista.

Na sua avaliação, a escolha de Portugal envolve um equilíbrio difícil: por um lado, a ausência de barreira linguística facilita a chegada e a integração; por outro, as dificuldades financeiras e administrativas podem tornar a permanência insustentável.

Carla Dourado diz que há casos, sobretudo nas comunidades brasileiras, em que os imigrantes começam a questionar a decisão de permanecer em Portugal, por considerarem que o regresso poderá permitir-lhes uma vida mais desafogada.

Já nas comunidades africanas, as responsabilidades familiares e a necessidade de enviar dinheiro para os países de origem, levam os imigrantes a preferir suportar condições difíceis para permanecer em Portugal.

Ednilson Gilberto dos Santos, presidente da Associação Guineense de Solidariedade Social, descreve a situação como "catastrófica", referindo que a associação, que recebia diariamente entre 20 e 25 pessoas, regista agora quase o dobro dos pedidos de ajuda.

Além das dificuldades de acesso à habitação, os utentes apresentam queixas relacionadas com a saúde. Muitos não têm acompanhamento por junta médica e, em caso de acidente de trabalho, acabam por ser "abandonados" pela entidade empregadora ou pelas companhias de seguros, segundo o responsável.

No que diz respeito à mobilidade para outros países, Ednilson Gilberto dos Santos explica que apenas quem tem a situação documental regularizada consegue emigrar com maior facilidade em busca de melhores salários, nomeadamente para França, Suíça ou Luxemburgo. Quem aguarda a regularização tende a permanecer em Portugal, na esperança de encontrar trabalho e melhorar as condições de vida.

O responsável considera que a situação na Guiné-Bissau também desincentiva o regresso.

"Preferem ficar e sobreviver na expectativa de ficar melhor em Portugal. É sempre mais complicado o regresso de mãos a abanar", sublinha.

Ilidia Colina Veracruz, conhecida por "Fatinha", ex-presidente e secretária-geral da Associação Mén Non, que representa mulheres de São Tomé e Príncipe em Portugal, afirma que "as necessidades aumentaram imenso" devido à subida do custo de vida.

A responsável assinala mesmo que muitas pessoas deixam de recorrer à associação por dificuldades de acessibilidade, distância e custos de transporte.

Fatinha aponta também para uma "redução gigantesca" dos donativos durante as campanhas de recolha de bens, sobretudo alimentos e vestuário.

"Antes as pessoas tinham mais sensibilidade e agora estão mais retraídas. A carência é quase geral", afirma.

Vitorina Gamelas, da associação Angola Viva na Diáspora, identifica a integração como uma das principais dificuldades dos imigrantes angolanos em Portugal, a par dos obstáculos no acesso ao trabalho e à habitação.

Para ajudar a encontrar alojamento, a associação mantém uma base de dados com casas e quartos disponíveis para arrendamento e procura estabelecer contacto com os senhorios, explicando a situação dos candidatos e tentando facilitar o acesso.

Timóteo Macedo, da associação Solidariedade Imigrante, apontou mudanças nos fluxos migratórios das comunidades lusófonas. Os são-tomenses, que tradicionalmente emigravam menos, estão a chegar em maior número, sobretudo jovens que vêm estudar, embora também existam motivações económicas, exemplificou.

O responsável refere igualmente um aumento da presença de moçambicanos, que associa, entre outros fatores, à alteração da situação no país e à insegurança em algumas regiões.

Quanto aos angolanos, distingue situações económicas muito diferentes, já que há quem disponha de recursos financeiros elevados e chegue a Portugal através de vistos gold, um regime que favorece quem tem mais dinheiro, nomeadamente no acesso à habitação.

PUB
Lusa / Adicionar como fonte informativa

Famílias imigrantes recorrem a ajuda alimentar para gerir orçamento cada vez mais apertado

A subida do custo de vida está a agravar as dificuldades de muitas famílias imigrantes em Portugal, que, à semelhança de outros portugueses, reduzem despesas com alimentação e recorrem a doações para fazer face aos encargos mensais.

Foto: Miguel A. Lopes - Lusa

No jardim infantil Unidinhos de Cabo Verde, no Casal da Mira, na Amadora, há quem se preocupe com a situação e à segunda-feira, o centro entrega cabazes alimentares a pessoas carenciadas, para quem os salários e as pensões já não chegam para cobrir as despesas.

São 10:00 e, na cozinha, o aroma do cozinhado que está a apurar num panelão já abre o apetite. Daqui a pouco, o estufado será servido ao almoço às crianças do centro, aos funcionários e a quem precisar.

Nas três salas do jardim infantil, crianças entre os 3 e os 5 anos recebem um reforço alimentar. Muitas não chegaram a tomar o pequeno-almoço em casa, por falta de condições ou porque os pais, apressados, não tiveram tempo.

São praticamente todas provenientes de famílias carenciadas, em que o que ganham "não é suficiente para as necessidades básicas, para alimentação, para vestir", diz Cesaltina Gomes, conhecida por Avó Ciza, auxiliar de educação e um dos pilares do centro, onde trabalha há quase 40 anos.

É também através do seu trabalho que o apoio chega às famílias, sendo a recolha das doações de um conhecido hipermercado feita ao domingo.

Para quem recebe os alimentos, a ajuda faz diferença no quotidiano, marcado pelas dificuldades sentidas com a subida do custo de vida, sobretudo com a alimentação e as despesas de energia

A pressão sobre os orçamentos familiares tem consequências particularmente difíceis para quem dispõe de rendimentos reduzidos e o aumento dos preços tem levado comunidades de imigrantes a equacionar a permanência em Portugal.

Há quem parta à procura de melhores rendimentos em França, Suíça e Luxemburgo, sobretudo os mais jovens, que procuram trabalho em restaurantes, nas limpezas e como auxiliares de ação educativa, relata Cesaltina que já viu amigos partirem em busca de melhores condições.

D. Natália, D. Maria e D. Lena já por ali estão para recolher os alimentos de que precisam. São de ascendência cabo-verdiana e vivem em Portugal há décadas, como muitos dos moradores daquele bairro da Amadora, onde foram realojados muitos antigos moradores provenientes do bairro Estrela da África e das Fontainhas.

Maria Natalina Lopes, de 53 anos, trabalhou nas limpezas, cuidou de idosos e passou por restaurantes. Hoje, porém, os "bicos de papagaio" massacram-lhe as costas e já não consegue estar muitas horas de pé, por isso, às segundas e terças-feiras passa pelo jardim infantil para recolher alimentos. Recebe uma pensão, mas o dinheiro não chega para pagar a renda, a água, a luz, o gás e a alimentação.

"Às vezes há coisas que não dá para a gente comprar mesmo", lamenta.

Diz que também já procurou trabalho, mas que a idade dificulta essa possibilidade.

Tem sete filhos, dois dos quais ainda vivem consigo: a mais nova, de 14 anos, está a estudar, e o de 22 não trabalha.

"A alimentação está muito cara, há coisas que a gente não compra mesmo e as opções vão para o frango ou a pescada, às vezes", queixa-se.

As dificuldades, considera, não se limitam às famílias imigrantes. "Sofrem bastante", diz, referindo-se também aos portugueses. "Vamos para Lisboa, vemos muita gente a dormir na rua (...) É triste", diz, apontando os custos da botija de gás, que está "ao preço do ouro", da água e da luz, face aos salários e pensões que continuam baixos.

Ana Maria nasceu na ilha de Santiago, em Cabo Verde, há 70 anos. Também viúva, começou recentemente a recorrer ao apoio do centro, depois de ter ouvido falar das doações. A renda de 300 euros pesa no orçamento, que depende da pensão de reforma e da pensão de viuvez para atender às necessidades de seis pessoas, incluindo três filhos e dois netos.

O cabaz alimentar é, por isso, uma "boa" ajuda, afirma.

"A gente não pode comer a comida em condições, temos de comprar aquilo que dá. Com seis pessoas em casa dá para comprar alguma coisa? Dá para comprar massa, frango, as coisas mais baratas. Quando chegamos no fim do mês, paga-se a água, paga-se a luz, paga-se a renda, já ficamos sem nada para a casa", constata.

De vez em quando visita a família em Cabo Verde e, apesar de considerar que lá está melhor e que tudo é mais barato, não pensa em regressar. Os filhos também não querem voltar, preferindo ir apenas "para passar férias".

"Ficar lá não, já estamos mais habituados aqui", afirma.

Lena, também moradora do bairro e de origem cabo-verdiana, chegou a Portugal em 1973, vinda da ilha de Santiago. Diz que a vida está cada vez mais difícil, sobretudo devido ao preço dos alimentos, e chama a atenção para as famílias "a quem falta o que comer".

"Há dias fui comprar um quilo de cebola, estava a 1,69 euros. Assustei-me", desabafou.

PUB
Momento-Chave
Ponto de situação
RTP /

Desmobilização discutida em assembleia geral. Tendas mantiveram-se no Rossio durante a noite

  • O movimento Acampada de Lisboa decidiu manter as tendas no Rossio durante a última noite. Contudo, está em aberto a possibilidade de desmobilização este domingo. A ativista Renata Cambra, que se tornou o rosto do acampamento, alertou para uma possível entrada da polícia no local para remover as tendas;


  • Renata Cambra propôs que as tendas fossem retiradas e que, até à próxima quarta-feira, fosse decidido outro local para o protesto. Sem consenso, a proposta acabaria por ser remetida para o plenário de delegados, que se decidiu pela permanência na praça na noite de sábado para domingo;


  • Para dos presentes na assembleia popular, constatou a agência Lusa, evocaram "muito esforço" para garantir a ocupação da praça, acrescentando que, no dia em que saíssem, o mercado de Natal seria imediatamente montado pela Câmara Municipal de Lisboa. "Nem a chuva nem as nossas vidas nos vão permitir estar muito mais tempo aqui, mas não é sair numa altura que lhes convém", clamou uma mulher a dormir no Rossio desde o início da ação;


  • Antes desta assembleia, cerca de duas centenas de pessoas estiveram quase uma hora em silêncio, sentadas no chão na Praça dos Restauradores, em protesto contra a violência policial. A vigília foi marcada pelo movimento Mães pela Acampada. Os participantes foram acompanhados por um coro, composto por membros de vários grupos. No final, as manifestantes deslocaram-se para o Rossio, onde decorria a assembleia popular, e formaram um cordão humano;


  • No Porto, o movimento de protesto tem uma cantina popular a funcionar todos os dias na Praça de D. João I e os ativistas já distribuíram mais de duas mil refeições quentes. O balanço foi feito durante a assembleia popular de sábado, na qual foi distribuída a primeira edição do "Tendão", um jornal sobre a organização do movimento. Foram também prestados cuidados médicos a mais de uma centena de pessoas, realizados 38 programas culturais, 17 debates e foram montadas 45 tendas;


  • Na assembleia popular do Porto foi aprovado por maioria "permanecer" na praça;


  • Manuel Magalhães e Silva considera que faltou bom senso ao Governo nos protestos pela habitação. O jurista e antigo conselheiro político de Jorge Sampaio considera que a sensação que fica ao país é a de que a desordem foi criada pelas autoridades;


  • A secretária de Estado da Habitação afirma que parte das reivindicações que constam da carta entregue pelos manifestantes já foi ou está a ser concretizada pelo Governo. Em entrevista ao programa Conversa Capital, da RTP Antena 1, Patrícia Gonçalves Costa avisa os partidos da oposição de que são necessários consensos.

PUB
Momento-Chave
RTP /

Acampada de Lisboa está a organizar protesto durante a Web Summit

O movimento Acampada Lisboa está a planear um protesto durante a Web Summit.

Ainda não estão definidos os contornos da ação, mas a PSP garante estar a acompanhar a situação.

A cimeira começa na segunda-feira e deverá reunir cerca de 75 mil visitantes.
PUB
Momento-Chave
RTP /

Autarquia do Porto quer instalar pista na praça D. João I

Está instalado o braço de ferro entre manifestantes e autarquia do Porto por causa de uma pista de gelo que a Câmara quer que volte a ser instalada na praça D.João I.

PUB
Momento-Chave
Rosário Lira /

Carta entregue pelos manifestantes da Acampada do Porto ao ministro da Habitação está em análise, revela a secretária de Estado

A carta entregue pelos manifestantes da acampada do Porto ao ministro da Habitação, Miguel Pinto Luz, está em análise, mas, segundo a secretária de Estado da Habitação, parte das reivindicações que ali constam já foram ou estão a ser concretizadas.

Imagem e edição vídeo: Pedro Chitas

Em entrevista ao programa Conversa Capital, da Antena 1 e do Jornal de Negócios, Patrícia Gonçalves Costa diz que está disponível para receber os manifestantes como fez em 2024, mas, até agora, essa pretensão não foi transmitida e por parte da secretaria de Estado também não houve nenhum convite para reunir.

A governante diz que compreende a indignação, porque "a crise grita", o que não compreende é que se diga que o Governo não está a fazer nada.
Apesar do resultado dos últimos encontros com a oposição, a secretária de Estado da Habitação continua a dizer que há "toda a disponibilidade" para negociar com os partidos.
Diz que são necessários consensos, mas não pode é haver egos nem ideologias que criam ruído.
Reitera, no entanto, que, tudo aquilo que não funcionou no passado, não faz sentido que seja novamente colocado em prática. Dá como exemplo a manutenção do travão ao aumento nos novos contratos que afirma "é letra morta".
Recusa que se fale em facilitar os despejos e garante que as famílias com vulnerabilidade económica serão sempre apoiadas.
Sobre as cauções, justifica as alterações com a necessidade de existir liberdade contratual para as partes acordarem porque, segundo adianta, ao contrário do que se diz, "não há uma guerra entre inquilinos e proprietários". Entende que a garantia pública para proteger proprietários e inquilinos não faz sentido.
No Conversa Capital, Patrícia Gonçalves Costa afirma ainda que a moratória para rendas cujo prazo termina no final de 2027, também proposta pelo PS, não é viável, porque é uma medida conjuntural e o mercado precisa é de medidas estruturais.
Nesta entrevista à Antena 1 e ao Jornal de Negócios, a secretária de Estado da Habitação revelou que os contratos anteriores à data de entrada em vigor do Regime Simplificado de Arrendamento Acessível podem ficar abrangidos pela nova lei, desde que adiram ao programa e cumpram os requisitos. No entanto, só usufruem dos benefícios fiscais a partir de 1 de setembro.
Até ao momento já foram submetidas mil candidaturas, sendo que apenas cerca de 200 correspondem a contratos celebrados a partir de setembro de 2026.
Entrevista conduzida por Rosário Lira, da Antena 1, e Filomena Lança, do Jornal de Negócios. 
PUB
Momento-Chave
RTP /

Lei do arrendamento. Carneiro diz-se disponível para novas soluções

José Luís Carneiro diz estar disponível para voltar a discutir com o Governo uma "solução equilibrada" para o arrendamento mas não abdica das principais exigências. O líder do PS pede ao executivo para "refletir sobre o caminho que quer seguir".

Já o Chega avisa que não vai apoiar as medidas para a habitação, se o PS não entrar no entendimento.
PUB