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"Desajustada". Comerciantes do Bairro Alto criticam medida para limitar venda de bebidas alcoólicas consumidas na rua

"Desajustada". Comerciantes do Bairro Alto criticam medida para limitar venda de bebidas alcoólicas consumidas na rua

Esta proposta da Câmara de Lisboa é criticada pela Associação de Comerciantes do Bairro Alto, de uma das principais zonas de animação e diversão noturna da capital.

Arlinda Brandão - Antena 1 /

Foto: Junta de Freguesia da Misericórdia

A Câmara de Lisboa quer limitar a venda de bebidas alcoólicas para consumo no exterior, em toda a cidade, proibindo-a a partir das 23:00 de domingo a quinta-feira, para combater o ruído e salvaguardar o direito ao descanso.

Ouvido pela Rádio pública, Hilário Castro o presidente da Associação de Comerciantes do Bairro Alto considera que a medida está "desajustada à realidade, vem apenas gerar confusão e não resolverá o problema". Esta Associação defende também que a proibição tem de incidir sobre o consumo na via pública e não sobre os estabelecimentos que cumprem a lei.

A medida é apresentada pelo vereador da Economia da Câmara de Lisboa, Diogo Moura e vai ser discutida na próxima quarta-feira 14 de janeiro, em reunião privada do executivo Municipal.

A violação destas regras constitui contraordenação punível de 150 a 1.000 euros, para pessoas singulares, e de 350 a 3.000 euros, para pessoas coletivas, de acordo com a proposta, competindo à Polícia Municipal de Lisboa e às forças de segurança assegurar a fiscalização.

A proposta, a que a Lusa teve acesso, determina que a venda de bebidas alcoólicas para consumo no exterior pelos estabelecimentos comerciais ocorra, "de domingo a quinta-feira, exclusivamente no período compreendido entre as 08:00 e as 23:00, e à sexta-feira, sábado e vésperas de feriado, no período compreendido entre as 08:00 e as 24:00, para a totalidade da cidade".

Fora destes períodos, é permitida a venda de bebidas alcoólicas para consumo no interior dos estabelecimentos comerciais e/ou nos lugares sentados das suas esplanadas, "desde que devidamente licenciados para o efeito e no estrito cumprimento do horário do estabelecimento respetivo", segundo o documento.

Numa declaração escrita enviada à Lusa, o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas diz que a proposta pretende garantir o direito dos lisboetas ao descanso em toda a cidade, sobretudo nas áreas residenciais com maior concentração de atividades de animação noturna.

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