Acesso ao Ensino Superior. Governo mantém obrigatoriedade de três exames nacionais
Os ministérios da Educação e do Ensino Superior decidiram, em conjunto, manter a obrigatoriedade do exame de português (ou português língua não materna) para todos os alunos que concluam o ensino secundário, assim como mais dois exames à sua escolha. Foi também decidido que os exames nacionais passam a ter um peso de 25% na classificação final dos alunos nas respetivas disciplinas, quando antes era de 30%.
Em relação à média final dos estudantes para o acesso ao Ensino Superior, o Governo vai introduzir “uma ponderação relativa das disciplinas na classificação final do ensino secundário”, garantindo “a proporcionalidade entre diferentes disciplinas”.
João Costa relembrou que, atualmente, uma disciplina trienal, como o português, tem o mesmo peso na média final dos alunos do que uma disciplina como informática, que é anual.
Assim sendo, o novo sistema permitirá que uma disciplina trienal “pondere três vezes, uma bienal pondere duas vezes, e uma anual pondere uma vez”, introduzindo assim “uma maior justiça em termos do peso do trabalho efetivamente desenvolvido pelos alunos ao longo dos três anos”.
“Para o ano letivo que vem, os alunos que entraram este ano no 10.º ano já terão o modelo de conclusão do secundário com as provas a ter este efeito”, explicou. Já a “ponderação relativa das classificações das diferentes disciplinas, entra em vigor para os alunos que para o ano entrarem no 10.º ano”.
O Governo pretende desta forma “uma valorização do ensino secundário como um fim em si mesmo e não apenas como uma porta de acesso para o Ensino Superior”.
Quanto à possibilidade de os alunos escolherem dois dos seus exames nacionais, o ministro da Educação disse querer que os estudantes possam escolher “percursos formativos próprios” e explicou que o Governo quis garantir “que um sistema de exames demasiado rígido não colocava em causa essa opção”.