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Comissão Nacional do PS analisa derrota e decide calendário interno
As eleições diretas para escolher o novo secretário-geral do PS vão decorrer a 27 e 28 de junho, como previa o calendário proposto pelo presidente do partido que foi aprovado com 201 votos a favor e cinco contra. Depois da pesada derrota nas legislativas de domingo, que levou Pedro Nuno Santos a demitir-se, a Comissão Nacional do PS reúne-se este sábado para analisar os resultados e aprovar os calendários eleitorais. Até agora, só José Luís Carneiro está na corrida à liderança do partido.
Os resultados da votação do calendário e do regulamento eleitoral para as diretas foram transmitidos à Lusa por fonte oficial do partido, não havendo nestes documentos aprovados informação sobre o congresso.
Segundo o mesmo calendário, a data limite para apresentação de candidaturas é dia 12 de junho, estando até agora na corrida à sucessão de Pedro Nuno Santos apenas o ex-ministro José Luís Carneiro.
O PS regressou este sábado ao hotel Altis, em Lisboa, que foi quartel-general da noite eleitoral de há quase uma semana, que ditou o seu terceiro pior resultado em eleições legislativas e, ainda com os resultados provisórios porque não estão contados os votos da emigração, resultou na perda de 20 deputados e um quase empate com o Chega.
Logo na noite eleitoral de domingo, o secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, assumiu as responsabilidades pelo resultado e pediu a demissão, cargo que deixará após a reunião de da Comissão Nacional. O presidente do partido, Carlos César, deverá assumir as funções de secretário-geral interinamente.
Na reunião deste sábado, que servirá para analisar os resultados das legislativas, serão ainda aprovados os calendários e regulamentos eleitorais internos.
Carlos César, numa proposta também subscrita por Pedro Nuno Santos, propõe a este órgão máximo entre congressos a realização de eleições imediatas para o cargo de secretário-geral socialista, entre o fim de junho e início de julho.
Em alternativa a esta proposta do presidente do PS, o antigo candidato à liderança socialista Daniel Adrião, juntamente com outros dirigentes, propõem à Comissão Nacional do PS eleições primárias abertas apenas em outubro ou novembro, considerando mais sensato que o novo secretário-geral seja escolhido depois das autárquicas.
Carlos César ouviu, segundo fonte oficial, "diversas personalidades apontadas como possíveis candidatos à liderança do PS e optou pelo cenário de eleições imediatas apenas para o cargo de secretário-geral do partido".
Nos últimos dias, alguns dos nomes apontados para a sucessão de Pedro Nuno Santos, os dois ex-ministros Fernando Medina e Mariana Vieira da Silva anunciaram estar fora desta corrida eleitoral. Também Duarte Cordeiro e Alexandra Leitão já tinham manifestado a sua indisponibilidade.
Assim, neste momento é o antigo candidato à liderança do PS José Luís Carneiro - que há cerca de um ano e meio perdeu as diretas para Pedro Nuno Santos - o único nome que até agora avançou a sua disponibilidade para a sucessão da liderança do PS.
C/Lusa
Pedro Nuno despede-se de líder do PS com críticas a Montenegro
Foto: José Sena Goulão - Lusa
Pedro Nuno Santos diz que às vezes é preciso avançar para defender convicções independentemente dos calendários.
Pedro Nuno Santos marcou presença na reunião da Comissão Nacional do PS, mas saiu ainda antes do fim do encontro.
José Luís Carneiro pede unidade dentro do Partido Socialista
Foto: José Sena Goulão - Lusa
José Luís Carneiro defende uma solução de unidade dentro do Partido Socialista e assegura que tudo fará para contribuir para a estabilidade política do país. No entanto, considera que cabe ao Governo dar início ao diálogo com os restantes partidos.
Carlos César propõe eleições internas do PS a 27 e 28 de junho
Foto: José Sena Goulão - Lusa
Pedro Nuno Santos deixa a liderança do PS, este sábado. Depois da pesada derrota nas legislativas, os socialistas reúnem-se para fechar o calendário das eleições internas. À chegada à reunião da Comissão Nacional do Partido Socialista, o presidente do PS afirmou aos jornalistas que vai propor internas a 27 e 28 de junho.
"Sendo certo que essa reflexão é necessária, porque reconhecidas as consequências negativas, é importante serem conhecidas as causas, também é importante que a prioridade seja definida no que toca às eleições autárquicas e à reposição dessa normalidade institucional", disse Carlos César à entrada da Comissão Nacional do PS, em Lisboa.
O presidente do PS - que vai assumir interinamente as funções deixadas por Pedro Nuno Santos, que se demitiu na noite eleitoral - anunciou que vai propor que a eleição do secretário-geral decorra imediatamente no dia 27 e 28 de junho, com a apresentação de candidaturas até ao dia 12 de junho.
"E que, depois das eleições autárquicas e quando a liderança que, entretanto, for eleita entender mais adequado, se realizam as eleições para delegados ao Congresso do Partido Socialista", disse ainda.
Vital Moreira apenas vê uma revisão constitucional com acordo entre PSD e PS
Vital Moreira considera uma "infâmia" considerar que a revisão constitucional depende do Chega. O constitucionalista defende alterações, mas apenas no âmbito de um acordo entre PSD e PS.
Bloco de Esquerda. Mariana Mortágua pede reflexão interna "ampla e aberta"
Foto: João Relvas - Lusa
Após a reunião da Mesa Nacional do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua desafiou militantes do partido a apresentarem moções e candidatarem-se à direção do Bloco. A coordenadora do partido declarou que deverá ser convocada uma nova convenção.
Mariana Mortágua diz querer perceber a viragem à direita em Portugal e pediu que se valorizasse o diálogo entre as esquerdas, realçando a urgência de conversações para evitar uma revisão constitucional.
"Conversar entre as esquerdas para impedir uma revisão constitucional é uma obrigação de todos os partidos à esquerda que atravessaram estas eleições e que vêem os seus resultados".
Para as presidenciais, a Coordenadora do Bloco volta a pedir diálogo para que seja escolhida uma figura de esquerda que possa unir todos os partidos. O mesmo para as eleições autárquicas.
Mais velha tinha 12 anos. Ataque israelita mata nove filhos de uma pediatra de Gaza
O Ministério da Saúde do Governo do Hamas, na Faixa de Gaza, informou hoje que registou 79 mortos na sexta-feira, entre eles nove filhos de uma pediatra, que se encontrava a trabalhar no hospital quando os corpos chegaram.
Segundo o Hamas, a pediatra Alaa al Najjaros encontrava-se a trabalhar no Hospital Nasser em Khan Younis (sul de Gaza) quando os corpos de nove dos seus 10 filhos (Yahya, Rakan, Raslan, Jibran, Eve, Rivan, Luqman, Sadeen e Sidra) chegaram após terem sido mortos num ataque à sua casa.
O marido da pediatra, Hamdi Al Najjar, e o único filho sobrevivente, Adam, ambos gravemente feridos, estão a ser tratados na unidade de cuidados intensivos.
As imagens divulgadas após o ataque pela Quds News Network mostram Hamdi na maca com queimaduras graves.
A mais velha das crianças falecidas tinha 12 anos, de acordo com o diretor-geral do Ministério da Saúde de Gaza, Munir al-Bursh.
O vídeo do resgate dos corpos mostra os agentes da Defesa Civil de Gaza e do Crescente Vermelho Palestiniano a retirarem da casa os corpos carbonizados das crianças, um após outro.
"Ela deixou-os para cumprir o seu dever e a sua missão para com todas as crianças que não encontram outro lugar no Hospital Nasser, que está cheio de gritos inocentes e enfraquecido pela doença, pela fome e pelo cansaço", escreveu o médico, Youssef Abu Al Rish, numa nota divulgada hoje pelos serviços de saúde.
Dados atualizados, hoje, pelo Ministério da Saúde elevam para 53.901 o número de pessoas mortas em Gaza desde que Israel lançou a sua ofensiva.
O grupo islamita Hamas descreveu o ataque de hoje como um "crime brutal".
O Ministério da Saúde recordou que não está a contabilizar os mortos na província de Gaza Norte, uma vez que a intensidade da operação israelita nesta zona (que inclui principalmente as cidades de Jabalia, Beit Lahia e Beit Hanoun), impede o contacto com os seus hospitais.
O bairro onde vivia a família, Qizan al Najjar, registou mais duas vítimas dos ataques israelitas: Ahmed Salim Al Jabour e Ahmed Al Akkad, cujos corpos foram resgatados dos escombros após o ataque.
Em comunicado, o exército israelita afirma ter atingido 100 alvos em Gaza nas últimas 24 horas, incluindo "terroristas de organizações terroristas em Gaza, estruturas militares, abrigos subterrâneos e outras infraestruturas terroristas", sobre os quais não fornece mais pormenores.
A guerra eclodiu em Gaza após um ataque sem precedentes do grupo islamita palestiniano Hamas em solo israelita, em 07 de outubro de 2023, que causou cerca de 1.200 mortos e mais de duas centenas de reféns.
Após o ataque do Hamas, Israel desencadeou uma ofensiva em grande escala na Faixa de Gaza, que já provocou mais de 53 mil mortos, na maioria civis, e um desastre humanitário, desestabilizando toda a região do Médio Oriente.
A ofensiva israelita também destruiu grande parte das infraestruturas do território governado pelo Hamas desde 2007.
Israel intensifica ofensiva. Madrugada de explosões em Gaza
Foram registadas várias explosões na Faixa de Gaza nas primeiras horas deste sábado. O exército israelita mantém a intensificação da ofensiva no enclave.
Desde sexta-feira, os ataques israelitas mataram pelo menos 76 pessoas em Gaza, de acordo com a Al Jazeera que cita fontes médicas. Israel diz ter eliminado vários terroristas nas últimas 24 horas e atingido complexos militares, depósitos de armas e posições de franco-atiradores.
A agência de Defesa Civil de Gaza confirmou, entretanto, que estes ataques mataram pelo menos seis pessoas em todo o território palestiniano.
“As nossas equipas recuperaram pelo menos seis corpos”, disse o porta-voz da agência de defesa civil, Mahmud Bassal, à Agence France-Presse (AFP).
De acordo com a mesma fonte, um casal foi morto com os dois filhos pequenos num ataque antes do amanhecer contra uma casa no bairro de Amal, na cidade de Khan Younis, no sul do país. Outras duas pessoas foram mortas num ataque ao campo de refugiados de Nuseirat, no centro do território.
A agência de Defesa Civil de Gaza confirmou, entretanto, que estes ataques mataram pelo menos seis pessoas em todo o território palestiniano.
“As nossas equipas recuperaram pelo menos seis corpos”, disse o porta-voz da agência de defesa civil, Mahmud Bassal, à Agence France-Presse (AFP).
De acordo com a mesma fonte, um casal foi morto com os dois filhos pequenos num ataque antes do amanhecer contra uma casa no bairro de Amal, na cidade de Khan Younis, no sul do país. Outras duas pessoas foram mortas num ataque ao campo de refugiados de Nuseirat, no centro do território.
Israel matou 76 pessoas em novos bombardeamentos contra população de Gaza
A ajuda humanitária que tem entrado em Gaza nas últimas horas é insuficiente para a situação de calamidade que se vive no território. Israel intensifica a ofensiva no norte e no centro do enclave palestiniano.
Guterres acusa Israel de elevar ofensiva em Gaza a "nível atroz de morte e destruição"
Foto: Magali Girardin - EPA
O secretário-geral das Nações Unidas considera que Gaza atravessa o momento mais difícil desde o início da guerra. António Guterres avisa que a ajuda que tem chegado ao enclave é uma colher de chá, comparada com as reais necessidades da população.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, fala de uma população faminta e obrigada a constantes deslocações e que nada se resolve se não houver um cessar-fogo.
Após mais de dois meses e meio de bloqueio, "finalmente começou a chegar a ajuda humanitária, aos poucos", mas o que Israel autorizou é apenas uma gota quando é necessário um oceano, disse António Guterres que alertou para o perigo que enfretam os funcionários da ONU em Gaza.
Palestinianos em Portugal sofrem à distância com conflito em Gaza
A comunidade palestiniana em Portugal continua preocupada com a situação em Gaza. São cerca de 500 pessoas, a maioria reside em Lisboa, na zona de Arroios.
Rússia volta atacar capital ucraniana
A Rússia lançou, esta madrugada, um ataque aéreo à capital ucraniana, do qual terão resultado pelo menos 14 feridos. Kiev estava sob alerta quando Moscovo usou drones e mísseis na região, provocando vários incêndios.
"Explosões na capital. As defesas aéreas foram ativadas. A cidade e a região estão sob ataque inimigo combinado", afirmou o presidente da Câmara de Kiev, na rede social Telegram. "As equipas de resgate estão no local".
De acordo com as autoridades municipais, um drone atingiu o último andar de um edifício de apartamentos. O chefe da administração civil e militar da capital, Tymur Tkachenko, reportou dois incêndios no distrito de Svyatochynskyi, destroços de mísseis a cair no distrito de Obolonsky e destroços de drones a cair num edifício residencial no distrito de Solomyansky.
Já esta manhã, a Força Aérea ucraniana disse ter abatido seis mísseis balísticos russos e 245 drones de ataque durante a noite, indicando que estes visavam principalmente a capital do país.
Os ataques ocorrem numa altura em que a Rússia e a Ucrânia iniciam uma troca recorde de prisioneiros, acordada na semana passada em negociações em Istambul. Na sexta-feira, foram trocados 270 soldados e 120 civis de cada lado.
De acordo com as autoridades municipais, um drone atingiu o último andar de um edifício de apartamentos. O chefe da administração civil e militar da capital, Tymur Tkachenko, reportou dois incêndios no distrito de Svyatochynskyi, destroços de mísseis a cair no distrito de Obolonsky e destroços de drones a cair num edifício residencial no distrito de Solomyansky.
Já esta manhã, a Força Aérea ucraniana disse ter abatido seis mísseis balísticos russos e 245 drones de ataque durante a noite, indicando que estes visavam principalmente a capital do país.
“O sistema de defesa aérea abateu seis mísseis balísticos Iskander-M/KN-23 e neutralizou 245 drones do tipo Shahed, do inimigo”, detalhou a Força Aérea em comunicado.
O presidente ucraniano já pediu, numa publicação na rede social X, mais sanções contra a Rússia, depois destes bombardeamentos.
"Fragmentos de mísseis e drones russos estão a ser removidos em Kiev. Operações de resgate e emergência estão nos locais de ataques", escreveu Volodymyr Zelensky na publicação, este sábado de manhã.
Como confirma o líder ucraniano, "houve muitos incêndios e explosões na cidade durante a noite" e "prédios residenciais, carros e empresas foram danificados".
"Infelizmente, há feridos. Foi uma noite difícil para toda a Ucrânia".
Zelensky recordou ainda que a Ucrânia "propôs um cessar-fogo muitas vezes", mas que a proposta "foi ignorada".
"É claro que uma pressão muito mais forte deve ser imposta à Rússia para obter resultados e lançar uma diplomacia real. Aguardamos sanções dos Estados Unidos, da Europa e de todos os nossos parceiros. Somente sanções adicionais contra setores-chave da economia russa forçarão Moscovo a um cessar-fogo".
Como confirma o líder ucraniano, "houve muitos incêndios e explosões na cidade durante a noite" e "prédios residenciais, carros e empresas foram danificados".
"Infelizmente, há feridos. Foi uma noite difícil para toda a Ucrânia".
Zelensky recordou ainda que a Ucrânia "propôs um cessar-fogo muitas vezes", mas que a proposta "foi ignorada".
"É claro que uma pressão muito mais forte deve ser imposta à Rússia para obter resultados e lançar uma diplomacia real. Aguardamos sanções dos Estados Unidos, da Europa e de todos os nossos parceiros. Somente sanções adicionais contra setores-chave da economia russa forçarão Moscovo a um cessar-fogo".
Fragments of Russian missiles and drones are being cleared in Kyiv. Rescue and emergency operations are ongoing at the sites of strikes and debris impacts — wherever they are needed. There were many fires and explosions in the city overnight. Once again, residential buildings,… pic.twitter.com/F3szA4gCJz
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) May 24, 2025
Os ataques ocorrem numa altura em que a Rússia e a Ucrânia iniciam uma troca recorde de prisioneiros, acordada na semana passada em negociações em Istambul. Na sexta-feira, foram trocados 270 soldados e 120 civis de cada lado.
A troca, que envolve um total de 1.000 pessoas em cada fação, está previsto continuar hoje e no domingo.
Rússia faz um dos maiores ataques a Kiev desde o início da guerra
Drones e mísseis balísticos atingiram prédios residenciais e provocaram vários incêndios na capital russa, deixando 15 pessoas feridas.
Programa europeu de empréstimos de rearmamento pode ser "muito importante" para Ucrânia
Os países da União Europeia aprovaram esta semana um programa de empréstimos de 150 mil milhões de euros para ajudar ao rearmamento. Para o comissário europeu da Defesa, Andrius Kubilius, este pode ser "um avanço muito importante" no apoio militar da UE à Ucrânia.
"Os Estados-Membros vão aceitar esses empréstimos (…) e vão utilizá-los para aquisições conjuntas com a Ucrânia e para as necessidades ucranianas", afirmou Kubilius esta sexta-feira, em entrevista ao Guardian.
O programa SAFE, proposto pela Comissão Europeia, foi aprovado na quarta-feira e prevê também uma maior flexibilidade nas regras orçamentais do bloco em relação ao plano de rearmamento de 800 mil milhões de euros elaborado após a decisão de Donald Trump de suspender toda a ajuda militar dos EUA à Ucrânia.Assim que o SAFE entrar oficialmente em vigor na próxima semana, os Estados-membros têm seis meses para elaborar planos para os projetos de defesa que pretendem financiar.
"Não podemos queixar-nos pelo facto de os 340 milhões de americanos não estarem prontos para defender 450 milhões de europeus contra 140 milhões de russos", disse Kubilius, que é também antigo primeiro-ministro da Lituânia.
"Podemos não gostar da linguagem e das mensagens, mas o que temos de evitar é aquilo a que chamo um divórcio zangado e caótico com os EUA. Precisamos de chegar a um acordo muito racional sobre a divisão de responsabilidades", defendeu.
O comissário europeu acredita também que os 27 Estados-membros vão escolher agravar as suas dívidas nacionais para gastarem os 800 mil milhões de euros que a Comissão atribuiu ao setor da Defesa.
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, considerou igualmente que a adoção do programa SAFE é "um passo importante para uma Europa mais forte".
Até ao momento, 15 países, entre os quais a Alemanha e a Polónia, anunciaram a sua intenção de utilizar as flexibilidades previstas nas regras orçamentais da UE, mas várias economias grandes e altamente endividadas têm-se abstido, incluindo a França, a Itália e a Espanha.“Paz formal através da força”
De acordo com o Instituto Kiel para a Economia Mundial, ao longo de três anos de guerra a Europa forneceu a Kiev cerca de 62 mil milhões de euros em ajuda militar, enquanto os Estados Unidos contribuíram com um valor semelhante: 64 mil milhões.
No entanto, os Estados-membros enviaram 70 mil milhões de euros em ajuda humanitária e financeira, em comparação com 50 mil milhões de euros dos EUA.
Para substituir os fluxos de ajuda dos Estados Unidos, a Europa teria de gastar 0,21 por cento do PIB, quando atualmente esse valor se fixa em 0,1 por cento.
Esse acréscimo "não seria, obviamente, zero, mas também não é algo que destrua a nossa situação financeira", assegurou Andrius Kubilius.
O responsável europeu considerou ainda “uma ilusão” que o presidente russo, Vladimir Putin, queira a paz, defendendo por isso que “a única forma de alcançar uma paz justa é implementar uma paz formal através da força”.
O programa SAFE, proposto pela Comissão Europeia, foi aprovado na quarta-feira e prevê também uma maior flexibilidade nas regras orçamentais do bloco em relação ao plano de rearmamento de 800 mil milhões de euros elaborado após a decisão de Donald Trump de suspender toda a ajuda militar dos EUA à Ucrânia.Assim que o SAFE entrar oficialmente em vigor na próxima semana, os Estados-membros têm seis meses para elaborar planos para os projetos de defesa que pretendem financiar.
"Não podemos queixar-nos pelo facto de os 340 milhões de americanos não estarem prontos para defender 450 milhões de europeus contra 140 milhões de russos", disse Kubilius, que é também antigo primeiro-ministro da Lituânia.
"Podemos não gostar da linguagem e das mensagens, mas o que temos de evitar é aquilo a que chamo um divórcio zangado e caótico com os EUA. Precisamos de chegar a um acordo muito racional sobre a divisão de responsabilidades", defendeu.
O comissário europeu acredita também que os 27 Estados-membros vão escolher agravar as suas dívidas nacionais para gastarem os 800 mil milhões de euros que a Comissão atribuiu ao setor da Defesa.
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, considerou igualmente que a adoção do programa SAFE é "um passo importante para uma Europa mais forte".
Até ao momento, 15 países, entre os quais a Alemanha e a Polónia, anunciaram a sua intenção de utilizar as flexibilidades previstas nas regras orçamentais da UE, mas várias economias grandes e altamente endividadas têm-se abstido, incluindo a França, a Itália e a Espanha.“Paz formal através da força”
De acordo com o Instituto Kiel para a Economia Mundial, ao longo de três anos de guerra a Europa forneceu a Kiev cerca de 62 mil milhões de euros em ajuda militar, enquanto os Estados Unidos contribuíram com um valor semelhante: 64 mil milhões.
No entanto, os Estados-membros enviaram 70 mil milhões de euros em ajuda humanitária e financeira, em comparação com 50 mil milhões de euros dos EUA.
Para substituir os fluxos de ajuda dos Estados Unidos, a Europa teria de gastar 0,21 por cento do PIB, quando atualmente esse valor se fixa em 0,1 por cento.
Esse acréscimo "não seria, obviamente, zero, mas também não é algo que destrua a nossa situação financeira", assegurou Andrius Kubilius.
O responsável europeu considerou ainda “uma ilusão” que o presidente russo, Vladimir Putin, queira a paz, defendendo por isso que “a única forma de alcançar uma paz justa é implementar uma paz formal através da força”.
Leão XIV agradeceu o trabalho de todos ao serviço da Igreja e relembrou a dimensão missionária da Santa Sé. Foi o primeiro encontro oficial do papa com os membros da Cúria Romana desde a eleição.
Drones ucranianos perturbam funcionamento de aeroportos em Moscovo
A Rússia afirmou esta sexta-feira ter abatido durante a última noite 112 drones ucranianos que visavam em particular a região de Moscovo. Os ataques aéreos à capital russa duram há três dias consecutivos e estão a afetar o funcionamento de vários aeroportos, cujas operações têm sido interrompidas de forma intermitente.
"Os sistemas de defesa antiaérea destruíram e interceptaram 112 drones aéreos ucranianos" desde a tarde de quinta-feira, 24 dos quais voavam em direção a Moscovo, avançou o Ministério russo da Defesa.
O presidente da câmara da capital, Sergei Sobyanin, apontou na rede social Telegram que "os serviços de resgate estão a trabalhar no local da queda dos destroços".
Na região de Lipetsk, a cerca de 450 quilómetros a sudeste de Moscovo, a queda de um drone numa zona industrial da cidade de Ielets provocou um incêndio que feriu oito pessoas, segundo o governador regional Igor Artamonov. A Rússia e a Ucrânia têm utilizado drones explosivos quase diariamente desde o início da guerra.
Desde quarta-feira os ataques intensificaram-se de ambos os lados, com os drones ucranianos a dirigirem-se para a capital russa, que raramente é alvo de ataques. A situação obrigou à paralisação dos aeroportos de Moscovo em várias ocasiões.
Na quinta-feira, as autoridades russas disseram ter abatido 159 drones num período de 12 horas em várias partes do país, incluindo 20 que avançavam para Moscovo. No dia anterior, a Rússia anunciou que abateu mais de 300 drones ucranianos.
Três aeroportos de Moscovo - Domodedovo, Vnukovo e Zhukovsky - suspenderam os voos de forma intermitente durante os últimos dias.
A Força Aérea ucraniana indicou, por sua vez, que a Rússia lançou 128 drones sobre a Ucrânia durante a noite, dos quais 112 foram abatidos, intercetados por meios eletrónicos ou extraviados.
Rússia avança em pontos-chaveNa quinta-feira a Rússia disparou um míssil Iskander-M contra parte da cidade de Pokrov (anteriormente conhecida como Ordzhonikidze) na região ucraniana de Dnipropetrovsk, destruindo dois lançadores de mísseis Patriot e um conjunto de radares AN/MPQ-65. O Ministério russo da Defesa afirmou que as suas forças estão a avançar em pontos-chave ao longo da frente de batalha, enquanto autores de blogues de guerra pró-russos garantem que este país perfurou as linhas ucranianas entre Pokrovsk e Kostiantynivka, na região de Donetsk, no leste da Ucrânia.
Segundo o ministério, as forças russas capturaram a localidade de Nova Poltavka, situada entre essas duas cidades.
A Rússia controla atualmente pouco menos de um quinto da Ucrânia e afirma que o território faz agora formalmente parte da Rússia, posição que a Ucrânia e os seus aliados europeus não aceitam.
c/ agências
Há ainda registo de 50 mil pessoas isoladas. O governo declarou Estado de Catástrofe Natural. Desde o início da semana que as autoridades têm dado ordens de evacuação em Nova Gales do Sul. Há dezenas de zonas rodeadas de água, sem ligações ferroviárias, eletricidade ou comunicações.
O corte de energia, que ocorreu a meio da manhã, está a afetar várias cidades. O incidente foi provocado pela queda de uma linha de alta tensão, que a polícia acredita ter sido causada por fogo posto.
Suspeita de ataque com faca na estação de Hamburgo tem indícios de doença mental
A suspeita de um ataque com faca na estação central de comboios de Hamburgo, que causou 18 feridos, tem "indícios muito concretos de uma doença mental", disse hoje a polícia alemã, afastando novamente a hipótese de motivações políticas.
"Não há indícios de que a suspeita estivesse sob o efeito de substâncias psicotrópicas (álcool e drogas) no momento do incidente", acrescentou a polícia em comunicado, sem acrescentar mais pormenores sobre o seu historial psiquiátrico.
Deste ataque, que ocorreu na estação central de comboios de Hamburgo, no norte da Alemanha, a uma hora de bastante movimento, resultaram 18 feridos entre os passageiros que aguardavam pelo comboio numa das plataformas.
Das 18 vítimas, com idades compreendidas entre os 19 e os 85 anos, sete sofreram ferimentos ligeiros e quatro ferimentos considerados muito graves, segundo o último relatório divulgado pela polícia.
Entre estes quatro feridos mais graves, cujo quadro clínico é agora classificado como estável, estão uma mulher e um homem de 24 anos, uma mulher de 52 anos e uma outra de 85 anos de idade.
A suspeita, uma alemã de 39 anos, foi detida pouco depois, não tendo oferecido qualquer resistência. Deverá ser hoje ouvida por um juiz, que poderá decidir pelo seu internamento num hospital psiquiátrico.
Nos últimos meses, a Alemanha assistiu a uma série de esfaqueamentos mortais que chocaram o país, bem como a ataques motivados por extremistas islâmicos e violência de extrema-direita que trouxeram à ribalta as questões de segurança e da imigração.
No sábado passado, quatro pessoas ficaram feridas num ataque com faca no oeste do país.
O presumível autor foi um sírio de 35 anos detido pelas autoridades, que suspeitam de um ataque com motivações islamitas.
O homem atacou um grupo de pessoas à porta de um bar no centro de Bielefeld, antes de fugir.
A estação de Hamburgo, a segunda maior cidade da Alemanha, é um importante centro para comboios locais, regionais e de longa distância.
Jornalistas com restrições no acesso às instalações governamentais argentinas
Foto: Francisco Loureiro - Reuters
O presidente da Argentina decidiu restringir o acesso dos jornalistas às instalações governamentais. Depois da lei da greve, Javier Milei aponta agora aos jornalistas.
Os sindicatos consideram que a medida viola a Constituição e tem como objetivo eliminar o direito à greve.
"O Riso e a Faca". Cinema português premiado em Cannes
Foto: Guillaume Horcajuelo - EPA
No Festival de Cannes, triunfo da dupla de cineastas palestinianos Arab e Tarzan Nasser na secção "Un certain regard". Foram distinguidos com o prémio de realização, com o filme "Era uma vez em Gaza", uma longa-metragem que tem coprodução portuguesa. Na mesma secção paralela de Cannes, Cleo Diára brilhou. A atriz cabo-verdiana conquistou o prémio de representação no filme "O riso e a faca", do português Pedro Pinho.
Prémio de Melhor Ator no Festival de Cannes atribuído ao brasileiro Wagner Moura
O ator brasileiro Wagner Moura conquistou hoje o prémio de melhor ator no Festival Internacional de Cinema de Cannes pelo papel de homem perseguido em "O Agente Secreto", do compatriota Kleber Mendonça Filho.
O ator de 48 anos é um dos rostos mais conhecidos do cinema brasileiro graças às colaborações internacionais, nomeadamente na série da Netflix "Narcos", na qual interpretou o narcotraficante Pablo Escobar.
A longa-metragem "O agente secreto", de Kleber Mendonça Filho, conquistou também um prémio fora da competição oficial, considerado o melhor do festival pelo júri da crítica da Fipresci (Federação Internacional de Críticos de Cinema).
"Escolhemos um filme que tem uma generosidade romanística e épica. Um filme que permite digressão, diversão, humor e caráter para evocar um tempo e lugar e uma histórica rica", justificou o júri da crítica.
Passado no Recife, em 1977, "O Agente Secreto" é um ´thriller´ político que mergulha nas tensões de um país sob o regime militar, onde Wagner Moura interpreta Marcelo, um especialista em tecnologia que regressa à cidade natal em busca de tranquilidade, mas depara-se com um ambiente carregado de segredos e perigos.
Coproduzido pelo Brasil, França, Holanda e Alemanha, o filme conta ainda no elenco com nomes como Maria Fernanda Cândido, Gabriel Leone e Hermila Guedes.
Segundo a agência AFP, espera-se que os nove membros do júri, liderados pela atriz francesa Juliette Binoche, possam vir a enviar um forte sinal político se premiarem o realizador dissidente iraniano Jafar Panahi - que vai a Cannes depois de quinze anos em prisão domiciliária no Irão - o ucraniano Sergueï Loznitsa, o sueco-egípcio Tarik Saleh, ou fazer história ao atribuir uma terceira Palma aos irmãos Dardenne.
O encerramento festival está a ser marcado por dois cortes da eletricidade que aconteceram durante o dia, estando as autoridades francesas a investigar a possibilidade de sabotagem que causou hoje um apagão em Cannes e noutras localidades vizinhas.
No entanto, a organização manteve a cerimónia oficial com recurso a geradores independentes, embora as sessões previstas fora do Palácio dos Festivais tenham sido canceladas.
Um incêndio suspeito numa subestação em Biançon, seguido da queda de um poste de alta tensão, originou duas falhas no fornecimento de energia, afetando cerca de 160.000 casas na região, que têm estado a ser repostos, enquanto a empresa RTE, responsável pela rede elétrica francesa, indicou que o primeiro apagão foi resolvido temporariamente redirecionando a energia de outras redes.
Embora a origem exata dos incidentes ainda não tenha sido confirmada, a coincidência com a cerimónia de encerramento do Festival de Cannes levanta preocupações sobre intenções deliberadas.
O restabelecimento da eletricidade está a ser feito gradualmente na região, com 60 mil habitações já reabastecidas até ao meio da tarde, segundo as autoridades.
Peças de Bordalo II expostas em Paris
Bordalo II está de regresso a Paris a uma galeria com dezenas de obras, animais construídos a partir de material encontrado no lixo. O artista que é também ativista leva à capital francesa novas peças, ainda mais críticas do mundo atual.
Museu de Serralves apresenta obras recentemente adquiridas
Os trabalhos de 30 artistas nacionais e estrangeiros mostram a identidade e o propósito do museu.
Trump ameaça impor novas tarifas à UE
Foto: Nathan Howard - Reuters
Donald Trump castiga a União Europeia com tarifas de 50 por cento em todos os produtos importados pelos Estados Unidos.
A medida é para entrar em vigor já a partir de 1 de junho. Bolsas europeias afundam perante nova escalada da guerra comercial.
Trump ameaça Bruxelas. "Resposta dos 27 será conjunta"
Bruxelas ainda não respondeu às ameaças de Donald Trump, mas a presidência polaca disse que as negociações prosseguem e que a resposta será conjunta.
Trump diz aos europeus para levarem produção para os Estados Unidos
Donald Trump diz que a União Europeia pode "escapar" às tarifas alfandegárias se fabricar os produtos na América. O presidente norte-americano ameaçou os 27 Estados-membros com taxas de 50 por cento. As ameças pressionaram a Bolsa de Nova Iorque, em particular as tecnológicas, com a Apple a perder 3 por cento.
Trabalhadores das IPSS em greve por melhoria dos salários
Os trabalhadores das Instituições Particulares de Solidariedade Social concentraram-se esta manhã no Porto, em protesto contra os salários mínimos.
Tecnologia revoluciona diagnóstico de tumores cerebrais
Investigadores da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, desenvolveram uma técnica que reduz o tempo necessário para diagnosticar tumores cerebrais.
O novo método reduz de semanas para horas o tempo necessário para saber que tipo de tumor é (benigno ou maligno) e se tem que ser retirado o mais rápido possível.
Os detalhes do estudo desenvolvido em parceria com os médicos da Nottingham University Hospitals foram publicados na revista científica Neuro-Oncology.
Habitualmente, é retirada uma amostra da massa durante um procedimento cirúrgico. Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, Matthew Loose, coautor do estudo, explica que, no Reino Unido, a análise da amostra pode demorar até oito semanas. O que também pode sujeitar o paciente a mais cirurgias.
Foto: National Cancer Institute - Unsplash
Os investigadores explicam que a nova técnica foi utilizada em 50 cirurgias de tumores cerebrais. A taxa de sucesso foi de 100 por cento e em poucas horas a “identidade” do tumor foi revelada.
O novo método utiliza tecnologia nanopore que se baseia em dispositivos que contêm membranas com milhares de poros. Estes milhares de poros são atravessados por uma corrente elétrica e quando o ADN se aproxima de um deles é “descompactado” em fitas simples.
Passa assim a ser possível “ler” o ADN da amostra de tumor que depois é comparado a vários tipos de tumores cerebrais graças a um programa de software desenvolvido pela equipa da Universidade de Nottingham.Para além do tempo que esta técnica poupa, o processo é mais barato e custa cerca de 476 euros, o mesmo que os testes genéticos atuais.
"Tradicionalmente, o processo de diagnóstico de tumores cerebrais era lento e caro. Agora, com esta nova tecnologia, podemos fazer mais pelos pacientes, pois podemos obter respostas muito mais rapidamente, o que terá um impacto muito maior na tomada de decisões clínicas, em apenas duas horas” sublinha Stuart Smith, neurocirurgião da Faculdade de Medicina da Universidade de Nottingham à revista científica Medical Xpress.
Os investigadores contam que 90 por cento das amostras testadas foram classificadas completa e corretamente após 24 horas. Mas também houve amostras de tumores que receberam o diagnóstico no espaço de uma hora.
Por serem mais rápidos, os diagnósticos podem revelar se é necessária uma cirurgia mais agressiva enquanto o paciente ainda está no bloco operatório ou se essa cirurgia não é a indicada.
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Foto: Reuters (arquivo)
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