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Xi Jinping espera alcançar "coisas grandes" com Trump mas deixa avisos sobre Taiwan

Xi Jinping espera alcançar "coisas grandes" com Trump mas deixa avisos sobre Taiwan

Após uma chamada telefónica com o seu homólogo norte-americano, o presidente chinês, Xi Jinping, disse que está disposto a realizar "mais coisas grandes e boas" com os EUA, mas deixou avisos em relação a Taiwan. Donald Trump garante que a relação com Pequim é "extremamente boa".

Mariana Ribeiro Soares - RTP /
Evelyn Hockstein - Reuters

Algumas horas depois da conversa telefónica com o presidente russo Vladimir Putin, o presidente chinês conversou por telefone com o presidente dos Estados Unidos.

No final da conversa, Xi Jinping disse estar disposto a "realizar mais coisas grandes e boas" com Trump neste novo ano e afirmou que Pequim e Washington devem “intensificar a comunicação, construir confiança mútua, lidar adequadamente com as diferenças e expandir a cooperação”.

O presidente chinês disse acreditar que a China e os EUA “podem encontrar soluções para as preocupações um do outro”, mas alertou que Washington deve ter “cautela” na questão da venda de armas a Taiwan.

"A questão de Taiwan é o tema mais importante nas relações China-EUA. Taiwan faz parte do território chinês. A China deve defender a sua soberania e integridade territorial e nunca permitirá que Taiwan se separe da China. Os Estados Unidos devem ser cautelosos na questão da venda de armas a Taiwan", disse Xi, de acordo com a agência de notícias Xinhua.

A ilha de Taiwan e a China continental estão politicamente separadas desde a Guerra Civil Chinesa, que terminou em 1949. No entanto, Pequim reivindica o território e afirma desejar a "reunificação" pacífica, mas não descarta o uso da força para assumir o controlo da ilha.
Relações "extremamente boas"
Donald Trump, por sua vez, afirmou que a relação dos Estados Unidos com a China e a sua relação pessoal com o presidente chinês são "extremamente boas".

"Foi uma ligação longa e completa durante a qual discutimos muitos temas importantes, incluindo o comércio, a defesa, a viagem que farei à China em abril (que estou ansioso por fazer), Taiwan, a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, a situação no Irão, a compra de petróleo e gás dos Estados Unidos pela China, o plano da China de comprar mais produtos agrícolas (americanos), incluindo o aumento da quantidade de soja em 20 milhões de toneladas nesta colheita", escreveu o presidente norte-americano na sua rede social Truth.

Embora Trump tenha apontado a China como a razão para várias medidas políticas agressivas, desde o Canadá à Gronelândia e à Venezuela, suavizou a sua política em relação a Pequim nos últimos meses em áreas-chave, desde tarifas a chips de computador e drones.

Num gesto de boa vontade, dois meses antes da esperada visita de Trump a Pequim, Xi concordou em aumentar as compras de soja dos EUA para 20 milhões de toneladas na atual colheita.


A soja é uma questão crucial porque os agricultores representam uma importante base eleitoral para Trump nos Estados Unidos e a China é o maior consumidor. As vendas externas de soja americana caíram este ano para o nível mais baixo em 14 anos devido às tensões comerciais com a China.

Após o anúncio de Donald Trump, os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago subiram mais de 3%, atingindo a cotação mais elevada em dois meses.

c/agências
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