Dezasseis dos 119 venezuelanos que foram deportados segunda-feira pelos Estados Unidos e repatriados num voo da Conviasa eram procurados pelas autoridades da Venezuela, anunciou o ministro venezuelano do Interior e Justiça, Diosdado Cabello.
“Dezasseis dos que chegaram, desses 199, são procurados pelos órgãos de segurança por diversas questões. Nenhum deles, até agora, foi qualificado como sendo do Tren de Aragua”, disse.
O ministro explicou que estes 16 migrantes venezuelanos eram procurados por vários crimes e que estão à ordem dos tribunais da Venezuela.
“Há quatro procurados por homicídio, que já estão detidos e à ordem dos tribunais. Há uns por furto genérico, um por tráfico de materiais estratégicos, outro por tráfico de drogas, e cada caso está a ser tratado de acordo com a legislação venezuelana”, disse o ministro.
Explicações de ministro venezuelano
A chegada do novo voo foi transmitida pela televisão estatal venezuelana e os emigrantes foram recebidos por Diosdado Cabello.
“Foram retomados os voos (de repatriamento) e isso não deve causar qualquer tipo de problema (…). Hoje estamos a receber 199 compatriotas. A Venezuela sabe, e o mundo sabe, que não somos cúmplices de qualquer tipo de crime, mas não vamos condenar os venezuelanos, só porque essa é a narrativa que querem impor”, disse o ministro em declarações à televisão estatal venezuelana.
Diosdado Cabello explicou ainda que os emigrantes viajaram dos Estados Unidos para as Honduras e depois para a Venezuela.
Por outro lado, exigiu ao Governo de El Salvador que devolva os venezuelanos que foram deportados recentemente pelos EUA para esse país.
Este foi o quinto voo de repatriamento de venezuelanos realizado em 2025.