Socorristas mortos em Gaza. Cruz Vermelha indignada com Israel
Os médicos pertenciam ao Crescente Vermelho e o secretário-geral da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV) está "de coração partido" com as mortes. Tudo aconteceu quando o exército de Israel atacou o que disse serem "veículos suspeitos" que depois verificou ser uma coluna onde seguiam ambulâncias.
As equipas médicas mortas pelo exército de Israel "iam prestar auxílio a feridos. Eles eram trabalhadores humanitários, (…) e deveriam ter regressado para as suas famílias. Não conseguiram”, lê-se na declaração de Chapagain.
Corpos de 14 elementos humanitários que, no sábado, o exército de Israel tinha declarado (à Agência France-Presse) serem de “vários terroristas do Hamas e da Jihad Islâmica”.
Na declaração de Israel lê-se que “após uma investigação inicial,verificou-se que alguns veículos suspeitos… eram ambulâncias e veículos de bombeiros”. Ainda assim, os militares israelitas condenam o que alegam ser “o uso repetido” de “ambulâncias por organizações terroristas na Faixa de Gaza”.
O secretário-geral da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV) sublinha que “em vez de outro apelo a todas as partes para proteger e respeitar as equipas humanitárias e os civis, eu pergunto: quando é que isto vai parar? Todas as partes têm de acabar com esta matança”.