ONU afirma que Rússia cometeu crimes de guerra na Ucrânia
Até agora, a ONU falava em suspeitas de crimes de guerra na Ucrânia, mas os investigadores concluíram que tais atrocidades têm sido cometidas desde a invasão russa a 24 de fevereiro.
No decurso das investigações nas regiões de Kiev, Cherniguiv, Kharkiv e Sumy, a comissão visitou 27 cidades e vilas e entrevistou mais de 150 vítimas e testemunhas.
“Com base nas provas recolhidas pela Comissão, concluiu que foram cometidos crimes de guerra na Ucrânia”, afirmou Erik Mose o presidente da comissão.
Mose enumerou os bombardeamentos russos em zonas civis, numerosas execuções, tortura, maus tratos e violência sexual.
Algumas das vítimas relataram que, após uma detenção inicial pelas forças russas na Ucrânia, foram transferidos para a Rússia e detidas durante semanas em prisões.
“Os interlocutores descrevem espancamentos, choques elétricos e nudez forçada, bem como outros tipos de violações nesses locais de detenção”, acrescenta Erik Mose, que frisa que “após terem sido transferidas para a custódia russa, algumas vítimas alegadamente desapareceram”.
Foram também relatados casos de violência sexual aos investigadores da ONU. Em alguns casos, os familiares foram forçados a testemunhar os crimes.
Nos casos investigados pela comissão, a idade das vítimas de violência sexual e baseada no género variou entre quatro e os 82 anos.
A comissão também documentou casos em que as crianças foram violadas, torturadas e presas ilegalmente. “As crianças também foram mortas e feridas em ataques explosivos indiscriminados”, acrescentou.
O responsável pela investigação, revelou também que a comissão tinha analisado dois casos de maus tratos infligidos a soldados russos pelas forças ucranianas.
“Embora poucos, estes casos também foram objeto da nossa atenção”, afirmou Mose.