Em apenas um dia, 40 por cento da área superficial da Gronelândia derreteu, com uma perda recorde de 2 mil milhões de toneladas de gelo. Uma foto partilhada por um climatólogo tornou-se viral, ao expor o fenómeno abrupto de degelo.
A imagem rapidamente se tornou viral. Ao partilhar a imagem no Twitter, Olsen alertou para a necessidade de uma "previsão mais apurada no Ártico" dado a existência destes "eventos extremos, neste caso a inundação pelo início abrupto do derretimento da superfície".
Communities in #Greenland rely on the sea ice for transport, hunting and fishing. Extreme events, here flooding of the ice by abrupt onset of surface melt call for an incresed predictive capacity in the Arctic @BG10Blueaction @polarprediction @dmidk https://t.co/Y1EWU1eurA
— Steffen M. Olsen (@SteffenMalskaer) 14 de junho de 2019
O ocorrido é altamente invulgar para o mês de junho, dado que a maioria do degelo se dá normalmente em julho. Tal pode indicar que, este ano, a Gronelândia obtenha novos recordes de gelo derretido.
As temperaturas no mês de maio subiram aproximadamente sete graus relativamente à média calculada de entre 1981 e 2010. Por sua vez, levaram a um recuo do gelo, com a segunda menor extensão de gelo dos últimos 40 anos.
"Temos assistido a uma sequência de grandes épocas de degelo, a começar em 2007, que seria inédito anteriormente. Não vimos nada assim antes do final dos anos 1990", acrescentou.
Tal significa que as épocas de degelos estão a tornar-se cada vez mais comuns, podendo contribuir para a subida do nível das águas. "A Gronelândia tem contribuído de forma crescente para a subida do nível do mar a nível global nas últimas duas décadas", disse Mote.
A nível local, o degelo acarreta também consequências, uma vez que a população local depende do gelo para caçar, pescar e circular.