Sem ataques contra instalações nucleares do Irão "estaríamos todos mortos", afirma Netanyahu perante a ONU

Sem ataques contra instalações nucleares do Irão "estaríamos todos mortos", afirma Netanyahu perante a ONU

Benjamin Netanyahu subiu ao pódio da Assembleia-Geral sob tumulto e protesto. Antes de iniciar o seu discurso, várias delegações abandonaram a sala. O primeiro-ministro de Israel começou por afirmar que atacar o Irão foi uma decisão "fácil" e que não tem outra escolha senão a vitória em todas as frentes de batalha.

RTP / Adicionar como fonte informativa
Mike Segar - Reuters

À chegada de Netanyahu, a sala da Assembleia-Geral da ONU ficou mais vazia. Os gritos que apelavam por uma “Palestina livre” sincronizavam com o que se ouvia dos protestos no exterior do edifício.

O primeiro-ministro explicou que, apesar da dificuldade de execução, o ataque às instalações nucleares do Irão “foi a decisão mais fácil” que tomou à frente do cargo.

"Se não o tivesse feito, estaríamos todos mortos", acrescentou.

“Nos últimos três anos, o Hamas, Hezbollah, os Houthis, o Irão, as milícias no Iraque, milícias na Síria, terroristas na Cisjordânia quiseram eliminar-nos. Eles falharam”, adiantou.  

O primeiro-ministro israelita afirmou, ainda, que acusar Israel de genocídio “é a maior mentira do século”. "Nós prevenimos o genocídio", garantiu. 

“Tenham vergonha por distorcerem os factos, por inverterem vítima e agressor, por cuspirem na verdade”, afirmou, durante o seu discurso no debate-geral da ONU.

Depois de uma breve menção à história da rivalidade territorial entre Israel e o Estado da Palestina, Benjamin Netanyahu referiu que acredita que sairá vencedor do conflito. “Não temos outra escolha”, assegurou.  

As consequências e vítimas das agressões do 7 de setembro de 2023 equivalem, de acordo com o líder israelita, ao ataque do 11 de setembro, multiplicado por 16 vezes. Noutra comparação, acusou o Hamas de provocar o maior ataque a judeus desde o Holocausto.

“Nesse dia negro, os nossos inimigos esperavam o nosso colapso, mas não caímos. Rugimos e lutámos como leões”, sublinhou.

“Vamos continuar a defender a nossa região e vamos continuar a vencer”, acrescentou.

Perante a Assembleia, o primeiro-ministro de Israel aproveitou o momento para saudar a coragem, a “liderança ousada” e o apoio de Donald Trump contra o Irão.

Numa última nota, Netanyahu atirou-se a Zohran Mamdani, presidente da Câmara de Nova Iorque, acusando-o de propagar ideias antissemitas contra a comunidade de judeus na cidade.
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