A China enviou esta segunda-feira o primeiro lote de ajuda humanitária para o Myanmar (antiga Birmânia), após o forte terramoto que atingiu o país do sudeste asiático na sexta-feira, matando pelo menos 1.700 pessoas.
De acordo com a Agência de Cooperação para o Desenvolvimento Internacional da China, o primeiro lote inclui tendas, cobertores e equipamento de primeiros socorros.
No sábado, a China anunciou que vai fornecer 100 milhões de yuan (cerca de 12,7 milhões de euros) em "ajuda humanitária de emergência" ao Myanmar, a pedido da junta militar birmanesa.
Numa mensagem enviada ao líder da junta, Min Aung Hlaing, o presidente chinês, Xi Jinping, sublinhou no sábado que Pequim está pronta a "prestar assistência" e a "apoiar os esforços para ultrapassar a catástrofe e reconstruir as casas o mais rapidamente possível".
Xi Jinping disse estar "chocado" com o acontecimento e expressou as suas "sinceras condolências às famílias enlutadas, aos feridos e às pessoas afetadas", segundo a agência de notícias oficial chinesa Xinhua.
O tremor foi registado às 6h20, em Lisboa de sexta-feira, a uma profundidade de 10 quilómetros e com o epicentro a cerca de 17 quilómetros de Mandalay, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, que mede a atividade sísmica em todo o mundo.
As Forças Armadas birmanesas, que detêm o poder desde o golpe de Estado de 2021, que mergulhou o país no caos e conflito, declararam o estado de emergência em seis zonas: Sagaing, Mandalay, Magway, Shan, Naipyido e Bago.
Na capital da Tailândia, Banguecoque, a milhares de quilómetros de distância, também há registo de mortos e vários feridos.