China e Rússia denunciam "ingerências externas destrutivas" na Eurásia
A China e a Rússia denunciaram as "ingerências externas destrutivas" como a principal causa de instabilidade na Eurásia, num comunicado conjunto divulgado pela imprensa estatal chinesa.
"A China apoia a Rússia na preservação da sua segurança, estabilidade, unidade nacional, desenvolvimento e prosperidade, bem como da sua soberania e integridade territorial", refere o documento.
Pequim "opõe-se a qualquer interferência de forças externas nos assuntos internos da Rússia", acrescenta a nota, publicada na noite de quarta-feira pela agência de notícias oficial chinesa Xinhua, por ocasião da visita do primeiro-ministro chinês, Li Qiang, à Rússia.
O primeiro-ministro reuniu-se com o homólogo russo, Mikhail Mishustin, e com o Presidente Vladimir Putin na quarta-feira, indica o comunicado.
Li Qiang esteve em São Petersburgo durante um período de intensa atividade diplomática em torno da guerra na Ucrânia. No mesmo dia e na mesma cidade, Putin recebeu o emissário norte-americano Steve Witkoff.
O conselheiro diplomático do Kremlin, Yuri Ushakov, mencionou, após as conversações, um possível encontro entre Vladimir Putin e os presidentes norte-americano e chinês, Donald Trump e Xi Jinping, no sul da China, em novembro, à margem de uma cimeira internacional em Shenzhen.
"Os nossos amigos chineses, anfitriões da cimeira da APEC, estão a tratar da preparação" deste encontro, disse Ushakov.
A China e a Rússia "apoiar-se-ão sempre firmemente em questões que dizem respeito aos interesses fundamentais e às principais preocupações de cada uma delas", acrescenta o comunicado conjunto sino-russo.
"As duas partes sublinharam que as interferências externas destrutivas são o principal fator que, hoje, mina a estabilidade em todo o continente euro-asiático", refere o documento, observações que podem ser aplicadas a diferentes focos de tensão, incluindo a Ucrânia e o Irão.