A partir de fevereiro. Putin proíbe venda de petróleo russo a países que impuseram teto máximo
O presidente Vladimir Putin assinou esta terça-feira um decreto que proíbe a venda de petróleo russo a países que impuseram o preço máximo fixado pela União Europeia no início deste mês. O decreto entrará em vigor a 1 de fevereiro de 2023.
“Estão proibidas as vendas de petróleo e derivados russos a entidades e indivíduos estrangeiros, desde que nos contratos desses fornecimentos se preveja, direta ou indiretamente, o uso de um mecanismo máximo de fixação de preços", lê-se no decreto assinado esta terça-feira pelo presidente russo, citado pela AFP. O decreto esclarece que a decisão do Kremlin tem efeitos a partir de 1 de fevereiro de 2023, até 1 de julho, e inclui uma cláusula que permite que Putin anule a proibição em casos especiais.
Na passada sexta-feira, o vice-primeiro-ministro russo, Alexander Novak, também afirmou que a Rússia está pronta para “reduzir a produção parcial no início do próximo entre 500 mil e 700 mil barris por dia” para compensar o corte nas exportações. Estes valores representam entre cinco a sete por cento da produção diária de petróleo na Rússia, uma queda que Novak apelidou de insignificante.
No entanto, o ministro russo das Finanças, Anton Siluanov, disse esta terça-feira que o défice orçamental da Rússia pode ser maior do que o esperado, com o preço máximo do petróleo a ser um obstáculo fiscal extra para Moscovo, que já está a despender muitas das suas receitas na ofensiva na Ucrânia.