Vance insta europeus a assumirem segurança do continente excluindo retirada total dos EUA
O vice-presidente norte-americano, JD Vance, excluiu hoje uma retirada total do pessoal militar do seu país destacado na Europa, admitindo uma redistribuição segundo os seus interesses de segurança e incentivando os europeus a assumirem mais responsabilidades.
"Não estamos a falar de retirar todas as tropas norte-americanas da Europa. Estamos a falar de redistribuir alguns recursos para maximizar a segurança norte-americana. Não creio que isso seja mau para a Europa; pelo contrário, incentiva a assumir mais responsabilidade", disse Vance.
Falando aos jornalistas na Casa Branca, Vance insistiu que o seu país "não pode ser o polícia do mundo" e que está a tentar ser "um bom aliado".
"O Presidente (Donald Trump) não disse - embora pudesse ter dito - que vai retirar todas as tropas da Europa; no entanto, a Europa precisa de se sustentar a si própria", disse Vance sobre a ordem de Trump para retirar 5.000 soldados da Alemanha.
O anúncio da retirada foi interpretado como uma reação às críticas do chanceler alemão, Friedrich Merz, à falta de estratégia norte-americana no conflito com o Irão e ao resultado "humilhante" deste para Washington.
Trump afirmou que esta redução poderia ser maior e anunciou, no início deste mês, que ponderava retirar tropas também de Itália, após a primeira-ministra Giorgia Meloni ter defendido o Papa Leão XIV dos ataques do líder norte-americano.
Responsáveis do governo de Trump também têm aludido a uma possível retirada de bases em Espanha, que proibiu o uso das instalações norte-americanas no país no contexto da guerra contra o Irão.
Questionado sobre a movimentação de tropas na Polónia, Vance indicou que não houve uma redução da presença militar no país europeu, mas sim que o destacamento de tropas foi "adiado", o que "não constitui uma redução, mas simplesmente um atraso de rotina na rotação" de tropas.