ISTO NÃO É UM MUNDIAL (Paulo Sérgio)
Só para terem uma ideia, em 2014, estive no Brasil para fazer a cobertura da seleção portuguesa que estava baseada em Campinas, nos arredores de São Paulo. Para chegarmos a Manaus foram quatro horas de avião, mais ou menos a ligação entre Lisboa e Varsóvia, a capital da Polónia. Aqui no Qatar, ontem de manhã fui fazer uma reportagem à única igreja Católica de Doha, depois fui à conferência de imprensa do Brasil, no centro da cidade, e só não fui ver o Argentina/Polónia, no estádio 974, junto ao aeroporto, porque não achei interessante para a cobertura da Antena 1.
Daqui a quatro anos voltamos ao normal, com o mundial a ser repartido por México, Estados Unidos da América e Canadá, voltamos a ter de percorrer longos percursos de avião, as equipas voltam a ter um centro de estágio, numa determinada cidade, de onde saem para fazerem todos os jogos e depois regressarem. Os jornalistas e adeptos vão voltar a perder inúmeras horas nos aeroportos e em viagens. Basicamente andaremos, como sempre, com a casa às costas como o caracol. No fundo, o mundial volta a ser um mundial…E não é que até tenho saudades disso.