Israel impõe "bloqueio geral" na Cisjordânia ocupada durante uma semana
O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, ordenou um "bloqueio geral" na Cisjordânia ocupada a partir de hoje e até ao final do feriado judaico de Sucot (Festa dos Tabernáculos), no sábado à noite.
"De acordo com esta diretiva, os trabalhadores palestinianos não poderão entrar nos colonatos da Judeia e Samaria (nomes bíblicos para a Cisjordânia, comummente utilizados em Israel) durante o feriado de Sucot", afirmou o Ministério da Defesa, em comunicado de imprensa citado pela EFE, esclarecendo que os trabalhadores essenciais não serão impedidos de entrar.
Segundo a mesma nota, a decisão do ministro Katz foi tomada em conformidade com uma recomendação dos serviços de informações do Exército israelita.
A entrada em Israel de trabalhadores palestinianos que não desempenham funções essenciais está proibida desde os ataques liderados pelo Hamas, em 07 de outubro de 2023.
Por conseguinte, esta medida afetará particularmente aqueles que estão empregados nos colonatos israelitas na Cisjordânia, considerados ilegais ao abrigo do direito internacional.
Os feriados judaicos, que começaram há duas semanas com o Ano Novo, são geralmente encarados pelas autoridades de segurança israelitas como períodos de tensão elevada e de maior risco de ataques.
Nas últimas duas semanas, ocorreram três ataques de palestinianos contra israelitas, resultando na morte de um civil e em ferimentos graves num soldado, filho do embaixador israelita nos Estados Unidos, Yechiel Leiter.
As Nações Unidas referem que 41 israelitas, incluindo civis e membros das forças de segurança, foram mortos em ataques palestinianos ou durante operações militares israelitas na Cisjordânia desde 07 de outubro de 2023.
Entretanto, de acordo com dados da organização não-governamental (ONG) israelita B`Tselem, as forças israelitas e os colonos mataram mais de 1.100 palestinianos na Cisjordânia ocupada, incluindo Jerusalém Oriental, desde a mesma data.