EUA revogaram vistos a mais de 300 universitários por protestos anti-Israel

por Lusa
EPA

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, informou hoje que os EUA revogaram os vistos a mais de 300 "maluquinhos", no âmbito de uma repressão do ativismo anti-Israel nos `campus` universitários.

"Talvez mais de 300 neste momento. Fazemos isso todos os dias, cada vez que encontro um destes `maluquinhos`", disse Rubio, quando foi questionado sobre o número de revogações de vistos a universitários acusados de ativismo pró-palestiniano.

"Em algum momento, espero que isto chegue ao fim, porque vamos livrar-nos deles", acrescentou Rubio, numa visita à capital da Guiana, Georgetown.

Durante a campanha presidencial, o candidato republicano Donald Trump criticou os protestos contra os bombardeamentos israelitas em Gaza e o apoio do governo do democrata Joe Biden a Israel, sendo também severo em relação às universidades onde essas manifestações se realizavam.

Desde o dia da tomada de posse de Donald Trump como Presidente, em 20 de janeiro, o chefe da diplomacia norte-americana orgulha-se de ter uma mão firme sobre estas situações.

O caso de maior impacto é o de Mahmoud Khalil, que liderou protestos na Universidade de Columbia, em Nova Iorque, onde foi detido e levado para o estado de Louisiana para procedimentos de deportação, apesar do seu estatuto de residente permanente nos Estados Unidos.

o chefe da diplomacia norte-americana foi questionado sobre um novo caso na Universidade de Tufts, em Massachusetts, onde os agentes da imigração detiveram uma estudante de doutoramento turca, Rumeysa Ozturk, que tinha escrito um artigo de opinião num jornal universitário a pedir à sua escola que reconhecesse o "genocídio" contra os palestinianos.

A congressista democrata Ayanna Pressley, do Massachusetts, acusou o Governo de Trump de tentar "tirar o estatuto legal aos estudantes".

O Governo respondeu que as proteções constitucionais dos EUA para a liberdade de expressão não se aplicavam a cidadãos não americanos e acusou os ativistas estudantis de criarem uma atmosfera perigosa para os estudantes judeus.

Sem comentar diretamente o caso da Universidade de Tufts, Rubio explicou a estratégia do Governo norte-americano nestas situações.

"Se nos disserem que a razão da vinda para os Estados Unidos não é apenas porque querem escrever artigos de opinião, mas porque querem participar em movimentos que envolvam vandalizar universidades, assediar estudantes, tomar edifícios, criar distúrbios, não lhe daremos um visto", disse o chefe da diplomacia norte-americana.

"Se nos mentirem, conseguirem um visto e depois entrarem nos Estados Unidos e, com esse visto, participarem neste tipo de atividades, revogaremos o visto", garantiu Rubio.

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