Ataque russo faz 33 mortos. Vítimas são passageiros que viajavam de autocarro em Kramatorsk

Ataque russo faz 33 mortos. Vítimas são passageiros que viajavam de autocarro em Kramatorsk

Pelo menos 33 pessoas morreram e 18 ficaram feridas esta quinta-feira num ataque russo que atingiu dois autocarros de transporte público na cidade ucraniana de Kramatorsk, perto da linha da frente na região de Donetsk. As vítimas eram civis que viajavam em carreiras urbanas regulares quando os veículos foram atingidos por uma bomba russa.

Carla Quirino - RTP / Adicionar como fonte informativa
Polícia Nacional da Ucrânia

As autoridades locais afirmam que o ataque ocorreu numa zona sem qualquer objetivo militar conhecido. As imagens divulgadas pelos serviços de emergência mostram um dos autocarros completamente destruído pelas chamas e corpos espalhados na via pública. A polícia indicou que os dois autocarros circulavam na mesma rua quando foram atingidos.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, classificou o ataque como um bombardeamento deliberado contra civis e garantiu que Moscovo será responsabilizada. 

“A Rússia está a tentar destruir toda a vida no Donbass”, afirmou à BBC, acrescentando que o ataque “não ficará sem resposta”.

O governador da região de Donetsk, Vadym Filashkin, acusou igualmente as forças russas de terem visado intencionalmente passageiros civis. 

Segundo Filashkin citado na Aljazeera, para a Rússia “um autocarro cheio de passageiros é um alvo atrativo precisamente porque um único ataque pode matar o maior número possível de pessoas”.

O Conselho Municipal de Kramatorsk reiterou que os veículos atingidos eram autocarros civis em serviço regular e que “não havia qualquer alvo militar” no local do ataque. 

Na sequência do bombardeamento, todas as ligações de transporte público da cidade foram suspensas por razões de segurança.

Moscovo não comentou de imediato o incidente. A Rússia continua a negar que vise deliberadamente civis, apesar das frequentes acusações de Kiev e de organizações internacionais sobre ataques contra zonas residenciais e infraestruturas civis desde o início da invasão, em fevereiro de 2022.

O ataque ocorre um dia depois de outro bombardeamento russo ter atingido um prédio residencial em Pryluky, no norte da Ucrânia, causando pelo menos 22 mortos, entre os quais cinco crianças.

Entre as reações internacionais, o ministro britânico dos Negócios Estrangeiros, Ed Miliband, que visitou a Ucrânia esta quinta-feira, afirmou que o ataque demonstra a intenção de Vladimir Putin de “aterrorizar civis”. Londres anunciou simultaneamente novas sanções contra a Rússia, visando setores ligados ao esforço de guerra russo.

Já o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, reiterou que Washington continua a procurar uma solução negociada para o conflito e descreveu a guerra como estando num “impasse perigoso”.
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