Clayton, do Rio Ave, sonha jogar em Inglaterra e com a seleção do Brasil

por Lusa
Fotos: AFP

Clayton, avançado do Rio Ave, e terceiro melhor marcador da I Liga portuguesa de futebol, confessou o sonho de jogar na Premier League e de ser convocado para a seleção do Brasil.

“Sinto que a Liga inglesa se encaixa bem no meu estilo de jogar. Tenho, desde criança, esse sonho de jogar na Premier League e também na Liga dos Campeões. Vejo muitos jogos na televisão e acho que são competições muito desafiadoras para um avançado como eu. Vou continuar a trabalhar para lá chegar”, partilhou com a agência Lusa.

Clayton, de 26 anos, garantiu estar focado em aumentar o seu pecúlio de 17 golos em 2024/25 pelo Rio Ave [13 na I Liga], mas reconheceu que estar num campeonato com maior visibilidade abre mais portas para cumprir outro sonho.

“Representar o meu país seria o auge da minha carreira. É um sonho que quero concretizar. Acho que, se continuar a trabalhar bem e a marcar golos, posso chegar lá. Mas sei que é um caminho difícil, e tenho que continuar a evoluir", afirmou.

O avançado disse, ainda assim, não ter pressa em cumprir esses desenhos, e acredita que se continuar a ajudar, com golos, os objetivos do Rio Ave uma próxima fase da sua carreira irá acontecer

“O importante é continuar a evoluir e a ajudar a minha equipa. Hoje posso estar bem, mas amanhã posso não estar, e por isso temos que estar sempre com os pés no chão, e trabalhar no duro para que as coisas aconteçam", reconheceu.

O jogador, que confessou que o seu gosto pelo futebol foi incutido pelo pai, não esquece as suas raízes e o ídolo que o inspirou.

"O Ronaldo ‘Fenómeno’ é o meu grande ídolo. Ainda vejo vídeos dele para me inspirar. Ele era um exemplo de determinação e talento. Acho que ele foi um dos melhores de sempre, e tento imitar algumas jogadas deles”, partilhou.

Questionado se ainda pensa regressar ao futebol brasileiro, depois de uma passagem menos conseguida pelo Vasco da Gama, no ano passado, Clayton disse pretende continuar a jogar na Europa.

“Eu tinha o sonho de jogar num grande clube brasileiro, e já o consegui quando fui para o Vasco da Gama. É certo que joguei pouco, mas consegui ser reconhecido. Agora o meu objetivo é chegar a um grande clube europeu e estar nas grandes competições aqui na Europa”, concluiu.
Clayton lamenta “falta de oportunidades” no Vasco da Cama e elogia I Liga

O avançado brasileiro Clayton, que alinha no Rio Ave, da I Liga portuguesa de futebol, lamentou a “falta de oportunidades” que teve, em 2024, na sua passagem, pelo Vasco da Gama, do principal escalão do Brasil.

"Cheguei ao Vasco com grandes expectativas, mas não tive a sequência necessária para mostrar o meu valor. Um jogador precisa de minutos para ganhar ritmo, confiança e sequência. Precisava de mais oportunidades para mostrar o meu potencial”, recordou à agência Lusa, o atual terceiro melhor marcador do campeonato português.

Essa falta de oportunidades no clube carioca fê-lo a regressar a Portugal, onde já tinha jogado no Casa Pia, algo que Clayton reconheceu que facilitou a sua adaptação ao Rio Ave, ocupando, atualmente, o terceiro lugar da lista de marcadores, atrás de Gyökeres (Sporting) e Samu (FC Porto).

"Já conhecia o futebol português e isso facilitou a minha decisão de voltar. Sabia que podia crescer como jogador e quando apareceu a oportunidade do Rio Ave, com um bom projeto, não hesitei em voltar”, partilhou o atacante de 26 anos.

O avançado elogiou, também, a competitividade da I Liga, notado que, esta época, o campeonato está “muito mais equilibrado, mas também mais difícil”.

“As equipas estão mais fortes, e os jogos são decididos nos detalhes. Os [clubes] ‘grandes’ sabem que qualquer adversário pode dificultar-lhes o jogo. Isso torna a competição mais emocionante e também ajuda a valorizar os jogadores de todas as equipas”, disse o atacante.

Clayton reconheceu que o seu sucesso individual depende do trabalho coletivo, e recusa a ideia de que a equipa vila-condense tenha a 'dependência' dos seus 17 golos esta temporada.

"Se marquei estes golos foi porque os meus companheiros me ajudaram. Eles trabalham muito para a bola chegar até mim. Eu também tento pressionar para abrir espaços, mas é um trabalho de todos para que eu possa estar mais tranquilo, mais fresco e bem posicionado na hora marcar", vincou.

A experiência no Rio Ave tem sido positiva, tanto dentro como fora de campo. Clayton destaca a tranquilidade de Vila do Conde e a qualidade de vida que a cidade oferece.

"Vila do Conde é uma cidade tranquila, ideal para a minha família. Gosto muito da tranquilidade e da qualidade de vida aqui. A minha família também gosta muito. É uma cidade calma, e isso é bom para nós. Claro que temos saudades do Brasil, mas aqui sinto-me feliz, sinto-me bem", comentou.

O jogador também elogia a gastronomia local, especialmente o peixe, e para ele, a adaptação foi facilitada pelo acolhimento dos adeptos e da estrutura do clube.

"O peixe aqui é espetacular. Parece que sai do mar para o prato. É sensacional. Eu gosto muito de carne, mas o peixe daqui é mesmo especial. Acho que isso também ajuda a sentir-me bem aqui", brincou.

"Marcar aos três 'grandes' é especial", confessa avançado do Rio Ave Clayton

O avançado do Rio Ave Clayton admitiu que está a viver “um dos melhores momentos da carreira” futebolística e reconheceu que foi “especial” já ter marcado, esta época, frente a Sporting, Benfica e FC Porto.



"Marcar é sempre muito importante, mas contra essas equipas ‘grandes’ é ainda mais especial. O ambiente, a dificuldade, e a visibilidade faz com que esses golos tenham outro sabor. Quero marcar em todos os jogos, e ajudar a equipa, mas frente a estes grandes clubes é sempre diferente”, disse o jogador brasileiro, em entrevista à agência Lusa.

O atacante, de 26 anos, que chegou no início da temporada ao Rio Ave, oriundo dos brasileiros do Vasco Gama, considerou que a sua adaptação, até pela sua passagem anterior pelo Casa Pia, também na I Liga, foi "fácil e natural".

“Senti-me integrado desde o primeiro dia com o apoio de jogadores com Aderllan Santos ou Vítor Gomes. Depois, marcar logo na estreia foi fundamental. Isso deu-me confiança e mostrou que podia contribuir para a equipa. Os meus companheiros receberam-me muito bem, e isso fez toda a diferença. Quando chegas a um clube novo e és acolhido assim, tudo fica mais fácil", revelou Clayton.

O jogador, natural de Belo Horizonte, estado de Minas Gerais, já leva 17 golos esta época, 13 deles para a I Liga, e frisou a importância começar a marcar desde o início do campeonato.

"Deu-me confiança e mostrou que podia ajudar a equipa. O bom ambiente que temos no balneário, apesar de sermos de várias nacionalidades, faz com que essa boa relação se reflita dentro de campo", diz.

Clayton acredita que a união do grupo é um dos pilares do sucesso do Rio Ave esta época, e mesmo num plantel multicultural, com jogadores de várias nacionalidades, garante que vigora um “ambiente familiar”.

"Apesar de termos jogadores de vários países, toda a gente se entende. Quando todos falam inglês e, sobretudo, tentamos todos aprender, a ajudar, ver como o companheiro joga, como o companheiro se comporta", comentou.

O Clayton ainda tem hipótese de igualar o recorde do avançado iraniano Taremi, que marcou de 18 golos pelo Rio Ave na I Liga, em 2019/20, mas prefere focar-se no coletivo e ajudar a equipa a alcançar os objetivos.

"Não é um objetivo, mas sei que, se continuar a trabalhar, posso alcançar esse recorde. O Taremi é um nome importante na história do clube, mas o meu foco é apenas ajudar a equipa marcando nos jogos. Se continuar assim, e trabalhando com os meus companheiros, talvez possa chegar a essa marca", admite.

A evolução da equipa ao longo da temporada também é destacada pelo brasileiro, notando que o entendimento entre os jogadores melhorou significativamente.

"No início, era tudo novo. Agora, conhecemo-nos melhor e isso reflete-se em campo. Temos mais confiança e entendimento. A nossa equipa hoje é completamente diferente de quando começámos. Isso facilita muito na hora das decisões", afirma.

Clayton acredita que o Rio Ave tem qualidade para surpreender neste último terço da temporada, destacando a presença de jovens talentosos no plantel.

"Temos vários jogadores que certamente estarão num patamar superior em breve Conseguindo os objetivos que temos como equipa, certamente que todos vamos valorizar e estar mais perto de poder dar o salto”, concluiu.



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