Ucrânia. Verba aprovada inclui-se no compromisso global de 221 milhões de euros em 2025

por Lusa

A verba de 205 milhões euros aprovada hoje em Conselho de Ministro para realização de despesa com a Ucrânia é parte do compromisso de 221 milhões para o conjunto do ano de 2025, e acresce aos 227 milhões de 2024.

As explicações foram dadas hoje pelo ministro da Presidência, António Leitão Amaro, no final do Conselho de Ministros, depois de o primeiro-ministro, Luís Montenegro, ter anunciado em Paris que Portugal tinha aprovado a autorização para realizar despesa até "205 milhões de euros para apoio militar à Ucrânia".

"Portugal está ao lado da Ucrânia, Portugal está comprometido com o apoio na defesa da Ucrânia. Temos também que fazer um esforço financeiro para poder, no contexto dos compromissos europeus, no contexto dos compromissos com os nossos aliados, apoiar o esforço dos ucranianos", reforçou Leitão Amaro.

Segundo o ministro, estes 205 milhões de euros "são parte dos 221,6 milhões de euros" com que o país se comprometeu para o ano de 2025 no apoio à Ucrânia e somam-se aos 227 milhões de euros de esforço que Portugal fez no ano de 2024.

"A resolução do Conselho de Ministros aprova o valor global, delegando depois nos ministros, e em particular no ministro da Defesa, a alocação entre vários componentes", explicou.

Instado a detalhar em que poderá ser gasto esse valor, o ministro deu alguns exemplos: "Desde os custos com preparação e transporte do equipamento a doar, munições, acolhimento de feridos, aquisição de fardamentos, equipamentos de proteção individual e a contribuição para iniciativas conjuntas de compra de equipamentos, aéreos, marítimos, veículos blindados, tecnologias de informação, drones e a participação no chamado Fundo Internacional para a Ucrânia", disse.

"É uma verba global, que será destinada para várias componentes de equipamentos e apoio ao processamento destes apoios, que vai sendo gerido ao longo do ano, a sua alocação em concreto, pelo Ministro da Defesa, também em concertação com os parceiros aliados", acrescentou.

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