"De certeza absoluta que não serei candidato ao Parlamento Europeu. Não tenho apetência"

por Antena 1

O ministro das Finanças, Fernando Medina, recusa, em entrevista à Antena 1, especular sobre o seu futuro político, lembrando que está na pasta há pouco tempo. Mas deixa uma certeza: não vai a votos nas eleições europeias.

Nesta entrevista à rádio pública, o ministro das finanças responde a Luís Montenegro. “Se a única apreciação que o líder da oposição faz ao Orçamento de Estado é de natureza estética, então o PSD só pode abster-se ou votar a favor da proposta do Governo”. Luís Montenegro descreveu o Orçamento de Estado como um documento “pipi, bem apresentadinho, betinho”. Fernando Medina pede tradução. Medina contesta as previsões de Vítor Gaspar, ex-ministro do tempo do desgaste da troika e responsável no FMI desde 2014 pelo Fiscal Monitor, o relatório mundial de previsões e recomendações de política orçamental. O FMI não prevê que Portugal registe excedentes orçamentais até 2028 e adia para 2025 a descida da dívida pública para menos de 100 por cento do PIB. O ministro das Finanças contesta as projeções: “O FMI falha sempre e vai voltar a enganar-se em 2024”. Afinal, as cativações mantêm-se. Fernando Medina justifica que, quando anunciou o fim das cativações, se estava a referir ao poder do ministro das Finanças. Nesta entrevista, Medina confessa que o instrumento das cativações se mantém, só deixa de estar na dependência do ministro das Finanças.Fernando Medina alega que haverá uma melhoria dos serviços da Administração Pública se as cativações forem geridas diretamente pelos ministros sectoriais.

Sobre a Saúde, o ministro das Finanças admite que o reforço de 1.206 milhões de euros previsto na proposta do Orçamento de Estado para 2024 é “muito significativo”. Sem se comprometer com um final feliz nas negociações entre Governo e médicos, Fernando Medina revela que a orientação dentro do Executivo está definida, mas remete a condução dessas negociações para o ministro das Saúde.

“Para haver entendimento é preciso que haja vontade dos dois lados”
, diz Medina, sem se comprometer sobre uma eventual redução do horário dos médicos para as 35 horas. Na entrevista à Antena 1, o ministro das Finanças manteve ainda a recusa do Governo no descongelamento das carreiras dos professores. “Não é uma birra”, garante Fernando Medina, respondendo com uma pergunta: “Devemos ceder à lei do mais forte só porque tem um sindicato com mais força e vocalidade?”.
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