Casa Pia pontua em Guimarães

Reportagem

Casa Pia pontua em Guimarães

OO Casa Pia aproveitou 0a sua coesão defensiva em lances aéreos e a ineficácia do Vitória de Guimarães para ponuar pela primeira vez na I Liga, num jogo da quinta jornada que terminou 0-0.

Lusa

Após dividirem os lances de perigo com os vitorianos na primeira parte, os ‘gansos’ recuaram na segunda metade para proteger a baliza e anularam praticamente todos os 17 cantos dos vimaranenses, um recorde neste campeonato, enquanto Ivan Mandić, guarda-redes que substituiu o lesionado André Gomes, travou as melhores ocasiões vitorianas.

Ainda sem golos no campeonato, a formação casapiana soma agora um ponto e mantém o 18.º lugar, em igualdade com o 17.º, o Estoril Praia, que joga na segunda-feira, com o Arouca, enquanto os vimaranenses, hoje incapazes de aproveitar qualquer dos 26 remates, somam agora quatro e ocupam o 10.º posto.

Após meia hora ‘enfadonha’, com domínio territorial vitoriano, mas sem quaisquer ocasiões de golo, na qual o principal lance digno de nota foi a lesão que o guarda-redes André Gomes contraiu no joelho, a ditar a entrada de Ivan Mandić para a baliza casapiana, o jogo ‘despertou’ aos 34 minutos.

Após canto de João Rego, David Silva cabeceou ao poste direito da baliza vitoriana, desencadeando uma fase do jogo mais enérgica, com mais aproximações perigosas às balizas, incluindo os remates de Samu para defesa de Mandić, quando estava completamente isolado, aos 36, e a bola cruzada de Pauwels para defesa de Oliwier Zych, aos 38.

Os vimaranenses terminaram a primeira parte instalados em redor da área contrária, com Doucet a acertar no poste, num ‘disparo’ à entrada da área, antes de começarem a segunda parte com outra bola aos ferros, num pontapé livre de Gustavo Silva a tocar ainda na trave, aos 53 minutos.

O treinador casapiano, Filipe Coelho, operou as primeiras quatro alterações no desafio, para tentar dotar a sua equipa, mais recuada face à primeira parte, de maior capacidade no contra-ataque, mas os ‘gansos’ falharam quase sempre nesse capítulo, o que permitiu ao Vitória manter-se regularmente instalado junto à baliza adversária.

Apesar de desperdiçar ocasiões clamorosas, por Samu, aos 59 minutos, e por Gustavo Silva, aos 78, incapazes de bater o guardião croata, o Vitória mostrou pouca criatividade pelo corredor central, dependendo quase sempre da produção nas alas para testar a concentração defensiva do adversário.

Após vários cruzamentos afastados da área ou sem finalização condizente, os anfitriões estiveram muito perto do triunfo no derradeiro lance do jogo, em que o recém-entrado Patrick Ouotro tentou o desvio de calcanhar, intercetado em cima da linha de baliza.


(Com Lusa)

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